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Prof. Doutor Henrique Barros: “O preservativo é uma forma extremamente eficaz de prevenir a infecção”

18 Janeiro, 2007 0

Neste momento decorre um projecto de aceitação do preservativo feminino. É cada vez mais importante que as mulheres entendam que constituem uma população especialmente vulnerável.

Teste do VIH/sida confidencial e gratuito

Os Centros de Aconselhamento e Detecção Precoce do VIH (CAD) são centros de diagnóstico que permitem o acesso voluntário, confidencial e gratuito ao teste do VIH, possibilitando a detecção precoce da infecção VIH. Existem nas capitais de distrito de uma forma fixa e existem no Porto, Lisboa e em Faro, os chamados CAD’s móveis. Consulte os locais, horários e contactos em http://www.sida.pt/

Traumatismos e lesões: de três em três horas morre uma criança na União Europeia

Encontro em Lisboa debate estratégia nacional para prevenir acidentes

Os traumatismos e lesões não intencionais são a quarta principal causa de morte nos Estados membros da Comunidade Europeia, depois das doenças cardiovasculares, oncológicas e respiratórias. É a primeira causa de morte entre os jovens até aos 15 anos, com uma média de 20 mil mortes anuais na União Europeia, o que significa uma criança morta a cada três horas.

Esta realidade tornou evidente a necessidade de desenvolver um plano de acção intersectorial, coordenando, integrando e articulando políticas e acções necessárias à prevenção de acidentes que incidirá sobre todo o ciclo de vida, com maior enfoque nos grupos mais vulneráveis: crianças, deficientes e idosos. Constitui uma das áreas prioritárias do Plano Nacional de Saúde.

Neste quadro, o Alto Comissariado da Saúde (ACS) promoveu, em Novembro, em colaboração com a Direcção-Geral da Saúde (DGS), e a Associação para a Promoção da Segurança Infantil (APSI), uma reunião sobre Estratégias Nacionais para a Prevenção de Acidentes e Promoção da Segurança.

O encontro teve como principal objectivo a criação de uma plataforma intersectorial de diálogo e trabalho na área dos traumatismos e lesões não intencionais, de modo a coordenar, harmonizar e integrar políticas e acções necessárias ao desenvolvimento e implementação do Programa Nacional de Prevenção e Controlo de Acidentes (PNCA), que se encontra em elaboração pela Direcção Geral da Saúde.

No nosso país existem cerca de 30 mil casos diagnosticados de infecção VIH/sida, com maior incidência na população activa mais precisamente entre os 20 e 49 anos.

O Jornal do Centro de Saúde entrevistou o Coordenador Nacional para a Infecção VIH/sida do Alto Comissariado da Saúde, Prof. Doutor Henrique Barros, sobre a prevenção e controlo da doença, no momento em que foi apresentado para discussão pública o novo programa nacional de prevenção da infecção VIH/sida 2007-2010.

Na sua opinião a que se deve a elevada incidência de pessoas infectadas com sida em Portugal?

Por um lado, tivemos um peso muito grande de toxicodependência e, do conjunto de todos os casos até hoje declarados, presume-se que a infecção tenha sido adquirida, em metade dos casos, por partilha de material infectado.

Apesar de tudo, a resposta foi razoável e os programas de troca de seringas e os programas com terapêuticas de substituição opiácea, a metadona por exemplo, terão ajudado naturalmente a que diminuísse o número de infecções nestas circunstâncias.

A segunda razão por que a infecção permanece tão alta em Portugal resulta da ausência de cultura geral de prevenção. Além da transmissão por via associada ao uso das seringas e da injecção de drogas, há outra grande via de transmissão que é a sexual. Nos homens que têm sexo com homens houve uma diminuição ao contrário do que é de esperar.

Contudo, na transmissão heterossexual está sobretudo relacionada com a ausência de uma cultura preventiva em que as pessoas, ou se abstenham de actividade sexual com parceiros que não sejam os seus parceiros habituais e que elas saibam que estão negativos, ou que usem o preservativo. O preservativo é uma forma extremamente eficaz de prevenir a infecção.

Há uma terceira via de transmissão, aparentemente resolvida, que é a transmissão mãe-filho. Houve um programa no sentido de fazer a detecção da infecção tão cedo quanto possível na gravidez para poder iniciar terapêutica e garantir que o parto ocorra por cesariana e que a mulher não tem que amamentar. Acreditamos que este seja um problema essencialmente controlado.

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