Primeiro estudo nacional sobre conhecimento dos portugueses da osteoporose demonstra... - Médicos de Portugal

A carregar...

Primeiro estudo nacional sobre conhecimento dos portugueses da osteoporose demonstra…

21 Outubro, 2007 0

No âmbito das comemorações do dia Mundial Contra a Osteoporose (dia 20 de Outubro) a Associação Nacional contra a Osteoporose (APOROS) apresentou os resultados do primeiro estudo nacional à população portuguesa sobre esta doença. Este revelou que a esmagadora maioria da população (96,4%) já ter ouvido falar da osteoporose.

Embora seja uma doença muito conhecida pela população, assistimos a um desconhecimento da gravidade da mesma, pois apenas 12 por cento revela um comportamento consequente, ou seja, expressa preocupação com a doença e tem práticas preventivas regulares.

De referir que cerca de 56,6 por cento dos inquiridos afirmou não praticar actividade física regular e quase 50 por cento admitiu consumir menos de 0,5 l de leite por dia.

Outra das conclusões mencionadas no estudo é o facto de apenas 10,1 por cento conhecer os exames de monitorização da patologia.

Contudo, a conhecida doença silenciosa é motivo de preocupação para 64,4 por cento da população sendo que cerca de 10 por cento afirma que esta doença não o preocupa particularmente.

O estudo revela também que 73 por cento conhece os estilos de vida que potenciam a doença mas a mesma percentagem desconhece quais os tipos de exame existentes para detecção da doença.

Para os inquiridos e em termos comparativos, a osteoporose é considerada uma doença muito menos grave do que a diabetes (67,5 por cento), do que a hipertensão arterial (70,1 por cento) e do que a esclerose múltipla (69,7 por cento). É, no entanto, percepcionada pelos portugueses como muito mais grave que o reumatismo (55,8 por cento).

A osteoporose é uma doença caracterizada pela perda de massa óssea, tornando-os mais frágeis e aumentando o risco de fracturas. Em Portugal cerca de 500 mil doentes sofrem de osteoporose e calcula-se que ocorram anualmente cerca de 30.000 fracturas devido a esta doença silenciosa.

Esta patologia é um problema mundial de saúde pública, que, em virtude do envelhecimento da população e do aumento da esperança de vida, terá tendência a aumentar nos próximos ano. Estima-se que cerca de metade das mulheres irão sofrer uma fractura osteoporótica até aos 70 anos.

Estes dados nacionais são revalidados por um estudo internacional realizado recentemente pelo International Osteoporosis Foundation (IOF) a médicos europeus que revela que embora as mulheres osteoporóticas reconheçam, regra geral, a gravidade da sua situação, existe um número elevado de doentes que interrompem a administração do seu tratamento anti-osteoporótico.

Segundo o estudo da IOF, 85 por cento dos médicos referem que as doentes osteoporóticas suspendem o tratamento cedo demais o que poderá potenciar o risco de as doentes sofrerem fracturas e as incapacidades a estas associadas, de verem reduzida a sua independência e de ver aumentada a mortalidade.

Este estudo, destinado a decifrar as razões pelas quais as mulheres com osteoporose abandonam o tratamento demonstrou também que 34 por cento das inquiridas desconheciam quais os benefícios decorrentes do tratamento, ou pensavam erradamente que o tratamento não proporcionava quaisquer benefícios.

As vantagens identificadas pelas doentes para aumentar adesão ao tratamento estavam predominantemente relacionadas com a conveniência do mesmo, ou seja tomas mais espaçadas associado a uma menor frequência de efeitos secundários.

Faça o downolad do documento associado.pdf

Páginas: 1 2

ÁREA RESERVADA

|

Destina-se aos profissionais de saúde

Informações de Saúde

Siga-nos

Copyright 2017 Médicos de Portugal por digital connection. Todos os direitos reservados.