PORTUGAL PODE ULTRAPASSAR ESPANHA EM NÚMERO DE COLHEITAS DE ORGÃOS
“Portugal teve excelentes números de transplantes de rim e de fígado, resultantes de boas taxas de colheita em 2004. Infelizmente, esses números diminuíram bastante em 2005 e ainda não foram tomadas medidas eficazes para conter essa diminuição.”
Declarações do Dr. Domingos Machado, Presidente da Sociedade Portuguesa de Transplantação, durante o Simpósio Internacional em Imunomodulação que decorreu em Cascais. A organização da iniciativa partiu da GERMED Farmacêutica, Grupo EMS Sigma Pharma.
Domingos Machado afirma ainda não compreender o porquê de alguns hospitais como o Hospital de São Francisco Xavier ou Hospital Egas Moniz colherem tão poucos órgãos.
Apesar disso, Portugal é um dos países que mais transplantes faz na Europa, tendo ocupado o terceiro lugar em colheita de órgãos em 2004. Domingos Machado acredita que “Portugal poderia ultrapassar o número de colheitas que se fazem em Espanha que é o país com melhores taxas de colheita no mundo.”
Actualmente, os números desceram de 21 para 18 por milhão de habitantes. Um resultado que segundo Domingos Machado se deve à má política de alguns hospitais na recolha de órgãos de cadáveres.
Além do debate sobre o panorama global de transplantes, Walter António Pereira, Presidente da Associação Brasileira de Transplantes, afirmou que um dos objectivos do Simpósio é esclarecer a classe médica quanto à introdução em Portugal da ciclosporina genérica da Germed, cuja microemulsão é igual à microemulsão de referência.
O produto mantém a qualidade do original e tem um custo mais baixo, pelo que diminui o custo do transplante para a sociedade, sendo assim possível fazer mais intervenções cirúrgicas.
Walter António Pereira adiantou ainda que o número de transplantes duplicou no Brasil sem aumento proporcional da despesa, devido à ciclosporina genérica introduzida em 1999.
Apesar do Brasil ser o segundo país do mundo que mais transplantes realiza, já que são transplantadas 15 mil pessoas por ano, ainda assim a lista de espera para transplantes ascende a 60 mil pacientes.
A situação na Europa continua a ser preocupante já que uma em cada 3 pessoas morre por não encontrar um órgão compatível a tempo.
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