Patologia: Úlcera Venosa
Definição: Termo introduzido em 1867, para significar perda de substância cutânea localizada, não só devida a varizes, mas também a outros condicionalismos do sistema venoso como síndromes post flebíticos e fístulas artério – venosas.
Sintomas e Sinais
É responsável por importante morbilidade na população activa, com maior incidência no sexo feminino a partir dos 45 anos, apresentando-se com períodos alternados de melhoria e agravamento. Manisfesta-se clinicamente por dor localizada que acompanha os vários estádios que vão da dermite ocre ou angiodermite; atrofia branca; hipodermite ou hipodermoesclerose; até à verdadeira perda de substância hipodermo-epidérmica.
Diagnóstico
Deve fazer-se sempre o diagnóstico diferencial com outros tipos de úlcera de perna: a devida a compromisso arterial e a mista que inclui a Diabetes.
De salientar as suas principais características para diagnóstico diferencial: localização geralmente supra maleolar, terço interno da perna. Bordos e tamanho variável. Fundo granulado. Melhoramento com a elevação dos membros. Quase sempre associada a hipertensão venosa e a sequelas post-flebíticas.
Prevenção
Esta faz-se com o tratamento precoce da Doença Venosa Cónica: uso de cuidados higieno-dietéticos, contensão elástica dos membros inferiores, venotropos, escleropterapia e eventual correcção cirúrgica das varizes.
Terapias
Uma vez estabelecida a úlcera, deve instituir-se repouso com membros elevados, sob supervisão do cirurgião vascular; deve proceder-se a uma terapêutica de desinfecção local; limpeza cirúrgica de tecidos necrosados; pensos decapantes e cicatrizantes periódicos; correcção cirúrgica da hipertensão venosa; enxerto cutâneo, se necessário..
Dr. Baltazar Caeiro
[Angiologia e Cirurgia Vascular]
IRV – Instituo de Recuperação Vascular
www.irv.pt

