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Oiça a sua voz!

11 Novembro, 2011 0

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Nesta lista de potenciais inimigos da voz incluem-se ainda as infecções respiratórias, como a gripe, e a doença do refluxo gastroesofágico, em que há subida dos ácidos do estômago causando irritação da garganta.

Há ainda que contar que alguns medicamentos podem afectar a voz. Os mecanismos subjacentes são vários, por exemplo, causando secura da mucosa que protege as cordas vocais: entre eles estão os antidepressivos, os relaxantes musculares, os diuréticos, os medicamentos para a pressão arterial, os anti-histamínicos (alergias), os anticolinérgicos e corticóides inalados (asma), entre outros. Não significa que todos os medicamentos destas categorias afectem a voz, apenas que essa possibilidade existe.

 

Para uma voz saudável

Contudo, é possível compensar os riscos, mantendo as cordas vocais hidratadas. É que as cordas vocais têm de estar bem lubrificadas para funcionarem correctamente: se a mucosa estiver seca, falar torna-se mais difícil. Todos o sabemos: é por isso que, de vez em quando, pigarreamos para limpar a garganta e clarear o discurso.

Para hidratar a garganta, nada melhor do que água. Em pequenos golos, ao longo do dia, de preferência cerca de dois litros, à temperatura ambiente. Se for necessário, também é útil fazer gargarejos com uma solução salina em água tépida, bem como lavar as fossas nasais com soro fisiológico.

A reduzir, pela saúde da garganta, é o consumo de bebidas alcoólicas e cafeinadas, pois provocam desidratação. Não fumar, evitar ambientes com fumo e ambientes com ar condicionado são outros cuidados eficazes. De evitar são também os alimentos condimentados, na medida em que dificultam a digestão e podem causar refluxo.

Fundamental é poupar a voz, fazendo pausas após o uso prolongado ou com intensidade muito forte, mantendo uma velocidade de discurso moderada e articulando bem a língua e os lábios sempre que se fala.

Quando se está constipado ou com gripe, deve usar-se a voz o mínimo possível, tal como se deve recorrer o mínimo possível ao hábito de tossir ou pigarrear.

Além disso, é importante ouvir o que a voz tem para nos dizer: a secura e a rouquidão são os principais sinais de queixa; quando se prolongam no tempo ou são frequentes, o melhor é consultar um especialista – o otorrinolaringologista.
Mas, acima de tudo, há que poupar a voz, porque ela não é indestrutível.

 

A origem da voz

Tudo começa com a vontade de falar: quando o cérebro a identifica, transmite impulsos nervosos aos músculos do sistema respiratório, a partir daí se desencadeando o processo físico da voz. Esses músculos contraem-se, gerando pressão sobre o ar existente nos pulmões: algum desse ar é forçado a subir pela traqueia até à laringe. Aí passa através das cordas vocais, fazendo-as vibrar. Gera-se então um som, som esse que vai ser alterado em função das características da cavidade oral de cada pessoa e das estruturas que se movimentam sempre que falamos (lábios, língua e maxilar). A voz é assim modulada.

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