O Grupo de Trabalho Internacional para o Tratamento da Dor propõe novas recomendações de tratamento para a dor moderada a grave
A falta de uma orientação clara sobre os regimes analgésicos alternativos fez com que muitos dos médicos ficassem com dúvidas quanto ao que deveriam receitar aos seus doentes com dor moderada a grave.
Os dados actuais relativos à prescrição de medicamentos obtidos nos países da União Europeia (UE) reflectem estas dúvidas: o abandono sistemático dos inibidores da COX-2 parece estar associado a uma escolha inadequada de alternativas. Existem indicadores segundo os quais os doentes passam, frequentemente, a tomar os medicamentos que recebiam antes da entrada no mercado dos inibidores da COX-2 – regra geral, AINEs não selectivos.
Os membros do WGPM reconheceram o papel crucial que os profissionais de saúde, nomeadamente os médicos de clínica geral, enfermeiros e farmacêuticos, desempenham no tratamento dos doentes com dor moderada a grave.
O grupo voltou a sublinhar a necessidade de formação e aconselhamento sobre os protocolos de tratamento destinados a apoiar os referidos não especialistas na sua selecção de estratégias de prescrição e de programas de tratamento apropriados aos doentes.
As directrizes revistas sugeridas pelo Grupo de Trabalho para o Tratamento da Dor centram-se numa abordagem faseada de prestação de cuidados, que vai ao encontro das necessidades individuais de cada doente, proporcionando, assim, uma analgesia eficaz e uma boa tolerabilidade, com base em regimes farmacológicos que sejam seguros e fáceis de utilizar.
As abordagens multimodais com analgésicos associados, como o paracetamol com o tramadol, proporcionam uma potência analgésica aditiva ou sinérgica, com a vantagem de uma redução dos efeitos secundários, decorrente de uma dosagem mais baixa dos componentes individuais.
Este facto reveste-se de particular importância para os idosos e outros grupos de doentes que não toleram nem os AINEs nem os inibidores da COX-2 ou que podem vir a ser afectados pelos seus efeitos adversos.
www.painworkinggroup.org
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