Novo factor de risco da doença coronária: Doentes com mais de 70 bpm duplicam a probabilidade de enfarte - Médicos de Portugal

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Novo factor de risco da doença coronária: Doentes com mais de 70 bpm duplicam a probabilidade de enfarte

1 Setembro, 2008 0

Os resultados do Estudo BEAUTIFUL demonstraram que os doentes que sofrem de doença das artérias coronárias (DAC) com disfunção ventricular esquerda (DVE) e com uma frequência cardíaca acima dos 70 bpm, correm um risco maior de morte cardiovascular e de outros eventos cardiovasculares.

Nestes doentes o tratamento com ivabradina demonstrou ser o primeiro capaz de reduzir em 1/3 o risco de eventos coronários, tais como o enfarte do miocárdio fatal e não-fatal reduzido em 36% e a revascularização coronária em 30%, mesmo quando estes doentes já estão a receber uma terapêutica cardiovascular comum óptima.

Este estudo confirma igualmente, que a ivabradina é segura e bem tolerada, podendo ser utilizada em associação aos medicamentos cardiovasculares usualmente prescritos. O Prof. Roberto Ferrari, Presidente do Steering Commitee, comentou os resultados dizendo: “São realizadas frequentemente investigações em doentes coronários, mas nunca é realizada uma simples medição da frequência cardíaca. O BEAUTIFUL veio reforçar a necessidade de medir a frequência cardíaca em todos os doentes com DAC, e se a frequência cardíaca for acima dos 70 bpm, esta deve ser reduzida através da utilização da ivabradina no topo da terapêutica de base”.

Apesar de todos os avanços, a Organização Mundial de Saúde, reporta que até 2030, a doença das artérias coronárias permanecerá líder como problema mundial para os cuidados de saúde3. A ivabradina irá ajudar a diminuir este fardo, pois, como é demonstrado pelo estudo BEAUTIFUL, a ivabradina reduz o risco de enfarte do miocárdio e de revascularização. “Metade dos doentes com DAC têm uma frequência cardíaca acima dos 70 bpm. Estes doentes podem agora beneficiar de um tratamento que irá reduzir enormemente as suas hipóteses de sofrerem outro ataque cardíaco ou de virem a necessitar de cirurgia”, concluiu o Professor Kim Fox, Presidente do Executive Committee do BEAUTIFUL.

O estudo BEAUTIFUL (morBidity-mortality EvALUaTion of the If inhibitor ivabradine in patients with CAD and left ventricular dysfunction) iniciou-se em Dezembro de 2004, sob a égide de um Comité Executivo independente, com o primeiro doente a ser registado no início de 2005. Foram recrutados 10. 917 doentes com DAC e com DVE, em 781 centros de 33 Países em 4 continentes. A frequência cardíaca de base destes doentes era 71 bpm, e metade dos doentes tinha uma frequência cardíaca acima dos 70 bpm. Os resultados do estudo BEAUTIFUL demonstraram que estes doentes com a frequência cardíaca> 70 bpm, vêem muito provavelmente a morrer ou a sofrer outro episódio cardiovascular. O aumento do risco de morte cardiovascular é de 34%, enfarte do miocárdio 46%, insuficiência cardíaca 56% e revascularização coronária 38%.

 

Referências
1. Tardif J-C, Ford I, Tendera M, et al. Eur Heart J. 2005;26:2529-2536.
2. Florian Custodis, MD*; Magnus Baumhäkel, et al Circulation 2008;117:2377-2387.
3. Projections of Global Mortality and Burden of Disease from 2002 to 2030 PLoS Med 3(11): e442. doi:10.1371/journal.pmed.0030442

Nestes doentes o tratamento com ivabradina demonstrou ser o primeiro capaz de reduzir em 1/3 o risco de eventos coronários, tais como o enfarte do miocárdio fatal e não-fatal reduzido em 36% e a revascularização coronária em 30%, mesmo quando estes doentes já estão a receber uma terapêutica cardiovascular comum óptima.

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