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Novas opções terapêuticas para a DE » Dialogar com o médico para tratar

31 Agosto, 2005 0

O número de doentes que procura o médico especificamente por dificuldades de erecção aumentou, nos últimos anos.

Igualmente, doentes seguidos por profissionais de saúde, devido a outras patologias, como a diabetes ou doenças da próstata, «iniciam uma conversa sobre dificuldades de erecção, que, frequentemente, se associam a essas doenças. No entanto, a disfunção eréctil (DE) continua a ser uma patologia sobre a qual o diálogo entre médico e doente não se estabelece com a naturalidade que seria desejável», esclarece o Dr. António Gama da Silva, director médico da Bayer.

Os motivos que estão na origem dessa situação são vários e podem explicar-se pela forma como a sexualidade é encarada, pelo receio de colocar o doente (ou o médico) numa situação desconfortável ou «pela baixa prioridade que a disfunção eréctil ainda tem como doença que é necessária diagnosticar e tratar», alerta António Gama da Silva, acrescentando:
«Estas dificuldades no diálogo acontecem, apesar de a DE ser um sintoma ou um sinal de alerta para patologias potencialmente graves e de a Organização Mundial de Saúde reconhecer a disfunção eréctil como uma doença com forte impacto na qualidade de vida dos doentes por ela afectados».

DE: procurar ajuda

Embora se evolua na direcção certa, as dificuldades que ainda existem indicam que há um longo caminho a percorrer no diagnóstico e no tratamento desta doença. Um factor que pode ajudar nesse sentido passa pela desmitificação dessa noção – errada – de que problemas de erecção são uma consequência da idade.

Aceitar a disfunção eréctil como consequência da idade ou de doenças associadas é um obstáculo importante à procura de ajuda, sendo, infelizmente, uma situação comum.

«Não só é necessário tornar a abordagem da função eréctil (ou de forma mais abrangente, da saúde sexual) por médicos e doentes numa rotina, fazendo parte da avaliação regular do estado de saúde dos homens, como é igualmente importante passar a mensagem de que as dificuldades de erecção não são uma “situação natural” perante a qual nada mais há a fazer do que aceitar e adaptar–se.»

Mas há. Hoje em dia já existem soluções para a maioria dos casos de disfunção eréctil.

O primeiro passo é, certamente, consultar o médico e abordar de forma aberta o problema, conhecer as opções terapêuticas e as expectativas em relação aos resultados do tratamento.

António Gama da Silva refere que, «dada a eficácia e segurança das terapêuticas orais, nomeadamente dos inibidores da PDE5, em muitos casos a solução encontrada pelo médico e pelo doente será tão simples como tomar um comprimido».

Actualmente, e após o aparecimento do sildenafil e do tadalafil, «o vardenafil é o mais recente fármaco disponível em Portugal para o tratamento da disfunção eréctil. Este novo medicamento, desenvolvido pela Bayer, apresenta características de eficácia, de segurança, assim como um início de acção rápido, permitindo ao casal escolher o momento para iniciar a actividade sexual, que o tornam uma nova e diferente opção para o médico no tratamento das dificuldades de erecção».

Para os doentes com situações especialmente graves, nas quais os tratamentos orais poderão não ser eficazes, a medicina proporciona um conjunto de alternativas terapêuticas que podem ser avaliadas pelo especialista e pelo doente, de forma a encontrar a melhor solução individual.

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