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Natal ao volante

23 Dezembro, 2011 0

Aumenta também o tempo de reacção, ao mesmo tempo que os reflexos vão ficando mais lentos e o corpo deixa de oferecer resistência à fadiga.

 

Um risco calculado

Com frequência, os condutores colocam o seu ponto de tolerância ao álcool num patamar demasiado elevado, o que lhes dá uma visão irrealista da sua capacidade para empreender uma viagem. Não tanto os claramente embriagados, porque estes provavelmente nem se aguentam em pé, pelo que não tentarão conduzir.

Mas sobretudo aqueles que beberam em quantidades pequenas ou moderadas e que se consideram em óptimas condições. Correm riscos, porque não têm em conta o tempo que o álcool leva a fazer efeito. Está bem calculado o risco de envolvimento em acidente mortal devido ao consumo de bebidas alcoólicas: aumenta duas vezes se a concentração de álcool no sangue for de 0,50 g/l, cresce quatro vezes se a taxa de alcoolemia ascender a 0,80 g/l, passa para cinco vezes com 0,90 g/l, um risco que aumenta 16 vezes se se conduzir com 1,20gramas de álcool por litro de sangue. Para que não seja a próxima vítima, aqui fica o conselho de sempre: se beber não conduza!

Todos os anos, PSP e GNR saem para a estrada em força para dar corpo à chamada “Operação Natal“. Todos os anos a mensagem é a mesma, mas todos os anos há acidentes, mortes e feridos a lamentar. Em 2007, só entre 21 e 25 de Dezembro, a GNR registou 1187 acidentes: neles perderam a vida 15 pessoas, 36 ficaram feridas gravemente e outras 394 sofreram ferimentos ligeiros. Já a PSP e no mesmo período, contabilizou 813 acidentes, com um morto, seis feridos graves e 177 ligeiros.

Comparando com o ano anterior, houvemenos acidentes, menos mortes e menos feridos. Mas ainda foram muitos, demasiados. E faltam nesta estatística os números da Operação Ano Novo.

Não se sabe, exactamente, qual a responsabilidade do álcool nesta sinistralidade natalícia, mas sabe-se que beber e conduzir é meio caminho andado para um desfecho trágico.

A verdade é que se bebe em demasia por estes dias de Dezembro. De mesa em mesa, sucedem-se os brindes, nos convívios da empresa, nas visitas a casas de amigos e familiares, na consoada e na passagem de ano. Sobretudo aqui, com o champanhe a ser nota dominante nos muitos encontros com que se encerra um ano e se abrem novas perspectivas.

Por cada desejo, uma passa. Por cada passa, mais um gole. Pela madrugada dentro, gole a gole ganha-se em euforia o que se perde em reflexos. E ainda assim, no rescaldo da festa, muitos são os condutores que insistem em sentar-se ao volante. Porque a distância é curta, porque se sentem capazes – os argumentos são vários para justificar um comportamento que pode ser perigoso.

 

Álcool estimula mas perturba

As pessoas sentem-se audazes. Tudo porque o álcool funciona como um estimulante, que activa os processos físicos e mentais. Uma capa que esconde a realidade: é que o álcool é um depressor, prejudicando as capacidades psicofisiológicas, mesmo se ingerido em pequenas doses.

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