Não adesão à medicação é entrave à reabilitação esquizofrénica - Médicos de Portugal

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Não adesão à medicação é entrave à reabilitação esquizofrénica

28 Novembro, 2008 0

100 mil portugueses sofrem de esquizofrenia. Nos últimos anos assistiu-se a um desenvolvimento das terapêuticas ligadas às doenças mentais, que não param de crescer. Principalmente devido às dificuldades na adesão e permanência terapêutica.

Durante o Simpósio AstraZeneca, no IV Congresso Nacional de Psiquiatria, que decorreu até hoje no Luso, foi discutida uma nova solução para o tratamento da patologia. O especialista holandês René Kahn falou dos benefícios de uma nova formulação de quetiapina (libertação prolongado).

Trata-se de uma substância ‘com muito poucos efeitos secundários e que permite atingir a dose adequada em apenas dois dias, com uma única toma diária’. Referiu René Kahn, chefe do Departamento de Psiquiatria e director da Divisão de Neurociências do Centro Médico Universitário de Ultrecht, na Holanda, tendo em conta o rápido controlo dos sintomas da doença esquizofrénica aguda.

Segundo João Marques-Teixeira, presidente do Colégio de Psiquiatria da Ordem dos Médicos, ‘42% dos doentes esquizofrénicos em Portugal abandonam a medicação’. O número de tomas diárias da terapêutica está directamente ligado a este facto. Para evitar danos e promover a integração social dos doentes, é necessário prevenir as recaídas. Em 2006, 33% dos doentes de ambulatório recaíram num período de três anos. As recaídas são cinco vezes superiores depois do abandono da terapêutica anti-psicótica.

A prevalência de outras doenças é superior no doente esquizofrénico, nomeadamente no que se refere aos hábitos tabágicos (75%), à obesidade (50%) e à diabetes (14%). Para exemplificar, numa pessoa sem sintomas de distúrbios mentais, o tabagismo tem uma incidência de 25%, o excesso de peso de 33%, e a diabetes 7%.

A esquizofrenia é uma das doenças mentais mais graves e incapacitantes do mundo, não só para o doente mas também para toda a sua rede de relações sociais e familiares. Trata-se de uma doença mental que leva o doente a confundir a fantasia com a realidade e que, geralmente, conduz a modos de vida inadaptada e ao isolamento social. O aparecimento da doença nos indivíduos ocorre normalmente entre os 16 e os 25 anos de idade em ambos os sexos.

Durante o Simpósio AstraZeneca, no IV Congresso Nacional de Psiquiatria, que decorreu até hoje no Luso, foi discutida uma nova solução para o tratamento da patologia. O especialista holandês René Kahn falou dos benefícios de uma nova formulação de quetiapina (libertação prolongado).

Trata-se de uma substância ‘com muito poucos efeitos secundários e que permite atingir a dose adequada em apenas dois dias, com uma única toma diária’. Referiu René Kahn, chefe do Departamento de Psiquiatria e director da Divisão de Neurociências do Centro Médico Universitário de Ultrecht, na Holanda, tendo em conta o rápido controlo dos sintomas da doença esquizofrénica aguda.

Segundo João Marques-Teixeira, presidente do Colégio de Psiquiatria da Ordem dos Médicos, ‘42% dos doentes esquizofrénicos em Portugal abandonam a medicação‘. O número de tomas diárias da terapêutica está directamente ligado a este facto. Para evitar danos e promover a integração social dos doentes, é necessário prevenir as recaídas. Em 2006, 33% dos doentes de ambulatório recaíram num período de três anos. As recaídas são cinco vezes superiores depois do abandono da terapêutica anti-psicótica.

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