Mãos: Contágio fácil
Nos destinos internacionais onde a hepatite A é comum, importa respeitar um conjunto de regras que passa por não ingerir alimentos crus ou mal cozinhados, nomeadamente marisco, por descascar a fruta em vez de comê-la com casca, por evitar saladas lavadas com água corrente.
Em relação à água, deve beber-se apenas engarrafada ou, na impossibilidade, fervida. Também o gelo deve ser feito com esta água, nunca com água da torneira. O mesmo é válido para a higiene oral.
Quem viaja para estes destinos deve aconselhar-se numa consulta do viajante, disponível nos principais hospitais do país. Aí ficará a saber quais os riscos que corre e como preveni-los. No caso da hepatite A, pode ser necessário vacinar-se: está disponível em Portugal uma vacina contra este vírus.
São cuidados indispensáveis para prevenir o contágio. É certo que a hepatite A não se torna crónica e que, salvo raros casos fulminantes, não é fatal, mas não há razões para correr riscos.
Vacine-se na sua farmácia
A hepatite A pode ser prevenida através da vacinação. Em Portugal, estão disponíveis três tipos de vacina: uma monovalente, que oferece protecção apenas contra este vírus, outra conjugada, que imuniza também contra a hepatite B, e uma terceira, que envolve também imunização contra a febre tifóide.
Nenhuma destas vacinas faz parte do Plano Nacional de Vacinação, mas desde Outubro último estão mais acessíveis ao abrigo da legislação que permite a sua administração nas farmácias (por farmacêuticos devidamente habilitados ou por enfermeiros).
A vacina contra a hepatite A é obtida a partir do vírus inactivo (sem risco de infecção e contágio), apresentando um elevado grau de eficácia. É indicada para adultos e crianças (neste caso, numa dosagem menor), sendo poucos e ligeiros os seus efeitos secundários – dor, vermelhidão e inchaço no local da picada, algumas vezes com sintomas semelhantes aos da gripe.
A vacinação é particularmente indicada para quem se desloque aos chamados países de risco, aqueles onde as condições de salubridade são deficientes.
FARMÁCIA SAÚDE – ANF
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