Já bebeu água hoje?
De facto, sabe-se que é possível sobreviver várias semanas sem ingerir qualquer alimento, mas poucos dias sem beber. No caso da água, no entanto, sabe-se que, em climas moderados, um adulto apenas consegue viver até dez dias sem água e uma criança até cinco dias.
Regra geral, a sede constitui o primeiro sinal de desidratação, mas rapidamente se chega a situações como uma pior performance física e hipovolémia (-3% do peso em água), náuseas, dificuldade em manter a temperatura do corpo estável, dificuldades de concentração e diminuição das capacidades de trabalho (-5% do peso em água).
Num estado de desidratação ainda mais avançado (-10% do peso em água), a desidratação pode provocar fraqueza, espasmos musculares e delírio. Numa perda de cerca de 11% do peso em água, pode haver falha da função renal e com 20% pode mesmo ocorrer morte.
Existem determinadas situações que favorecem a desidratação, como as temperaturas elevadas, a prática de desporto, os ambientes de humidade reduzida, as altitudes elevadas e as situações de diarreia ou vómitos, pelo que perante estas situações deverá aumentar os líquidos ingeridos.
Lembre-se de que a melhor forma de combater a desidratação não é tratar dela, mas prevenir o seu aparecimento!
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Sinais de desidratação
>Urina pouco abundante, com coloração e cheiro intensos;
>Boca e lábios secos;
>Pele áspera e seca;
>Dores de cabeça;
>Dificuldade de concentração;
>Fadiga;
>Prisão de ventre;
>Dor muscular e articular.
Este Verão, hidrate-se, pela sua saúde!
>Beba água ao longo do dia (entre 1,5 a 3 litros, ou seja, mais de oito copos);
>Aumente a ingestão de alimentos e de outros líquidos, que já em si a contêm, como é o caso da fruta, dos legumes, dos iogurtes, do leite e dos sumos;
>Leve água sempre que trabalhar ou participar em eventos no exterior;
>Hidrate-se antes, durante e após a prática de exercício físico;
>Lembre-se que as bebidas alcoólicas desidratam e as bebidas açucaradas não são eficazes para hidratar;
>Ingira mais água nos momentos de maior risco de desidratação;
>Utilizar roupas de cores claras e pouco apertadas nos dias de maior calor;
>Evitar exposições prolongadas ao sol;
>Oferecer água aos idosos e às crianças, várias vezes ao longo do dia.
Alexandra Bento | Presidente da Associação Portuguesa de Nutricionistas

