Os resultados do estudo INITIATE, apresentado no Congresso Europeu de Diabetes, demonstraram que iniciar insulina glargina em diabéticos tipo 2 conduz a bons controlos glicémicos às 24 semanas de tratamento, tanto em programas educacionais de grupo como individuais.
Outros dados resultantes do estudo INITIATE revelam que, no que toca aos níveis de HbA1c (hemoglobina glicosilada, ou seja, glucose ligada aos glóbulos vermelhos), foram alcançados valores médios abaixo dos 7% (6,8% em grupos e 6,9% individualmente).
Este trabalho foi recentemente apresentado em Copenhaga, durante o Congresso Europeu de Diabetes (EASD), que contou com a participação de mais de 15 mil especialistas de todo o mundo.
Adicionalmente, a iniciação da insulina glargina (uma insulina modificada, de longa acção, muito semelhante à humana) em programas educacionais em grupo aumentou a satisfação com o tratamento de forma similar ao verificado no regime individual, embora a primeira modalidade tenha reduzido em 49% o tempo dispendido.
A amostra deste estudo consistiu em 120 diabéticos tipo 2 que nunca antes tinham usado insulina e que tinham os seus níveis de açúcar no sangue descontrolados apesar de estarem a tomar medicamentos antidiabéticos orais. Após 24 semanas de tratamento com insulina glargina, em ambos os grupos, foi atingido um bom controlo glicémico, fenómeno que surgiu associado a uma maior satisfação face ao tratamento.
«A iniciação precoce de insulina glargina em grupos revelou-se tão eficaz no controlo dos níveis de açúcar no sangue como a iniciação individualizada, embora se tenha verificado que o tempo dispendido em melhorar a satisfação com o tratamento se reduziu em 49% através da integração do doente em programas educacionais de grupo.
Tendo em conta que milhões de diabéticos tipo 2 em todo o mundo precisam de melhorar o controlo dos níveis de glicemia quando os tratamentos orais já não são suficientes, esta abordagem terapêutica pode ser altamente recomendada, já que permite que mais doentes alcancem os níveis de controlo adequados», disse o Prof. Hannele Yri-Jarvinen, investigador principal do estudo INITIATI.
Um outro estudo, o APOLLO, também referenciado no decorrer do Congresso Europeu de Diabetes, trouxe à luz do dia dados consistentes com os do INITIATIVE. O APOLLO, apresentado pela primeira vez na última reunião anual da Associação Americana de Diabetes, foi realizado com diabéticos tipo 2 divididos por dois grupos, um a ser tratado com insulina glargina e um outro a receber insulina prandial lispro (insulina de acção ultra-rápida).
Os resultados deste trabalho mostraram que a insulina glargina permitiu obter níveis de HbA1c abaixo dos 7%, com menos episódios de hipoglicemia, três vezes menos injecções de insulina e menor necessidade de automonitorização do que o grupo a receber insulina prandial lispro.
Doença cardiovascular – diabéticos com risco aumentado
Os doentes com diabetes tipo 2 correm um risco aumentado de desenvolver eventos cardiovasculares devido a um conjunto de factores de risco cardiometabólico que inclui, entre outros, dislipidemias, níveis elevados de glucose, gordura abdominal em excesso e hipertensão.
Assim, diminuir o risco cardiovascular do diabético passa por corrigir os factores de risco. Contudo, as terapêuticas actualmente disponíveis estão orientadas para factores de risco individualizados e não para abordar as causas do risco cardiovascular no diabético, como a obesidade abdominal e a resistência à insulina.
«Actualmente, está a ser estudada uma nova abordagem terapêutica que se destina a tratar, justamente, a obesidade abdominal, a resistência à insulina e as dislipidemias associadas à diabetes tipo 2, que envolve a manipulação do sistema endocanabinóide, especificamente com o rimonabant, um antagonista do receptor canabinóide tipo 1», explicou o Prof. Alberto Zambon, da Universidade de Padova, em Itália, durante o EASD, acrescentando:
«Sendo um agente com um novo mecanismo de acção, o rimonabant pode ser um adjuvante importante das actuais abordagens terapêuticas, na medida em que tem o potencial de tratar múltiplos factores de risco cardiometabólico nos diabéticos tipo 2.»
Actualmente, estão em curso vários estudos que ajudarão a perceber qual é o potencial benefício que poderá resultar da combinação das duas terapêuticas, insulina glargina e rimonabant, no contexto do tratamento de indivíduos com pré-diabetes e diabetes tipo 2 diagnosticada recentemente. Os estudos ORIGIN, RAPSODI e CRESCENDO, todos em curso, vão fornecer as respostas necessárias, abrindo novos horizontes terapêuticos.
«Outros estudos de longo prazo serão obrigatórios para explorar as potenciais sinergias que podem resultar da combinação do rimonabant com a insulina glargina no controlo glicémico óptimo e na perda de peso associada a uma diminuição do risco cardiovascular em diferente cenários clínicos que podem abarcar todo o espectro da diabetes tipo 2», concluiu o Prof. Julio Rosenstock, director do Dallas Diabetes and Endocrine Center, nos EUA.
Outros dados resultantes do estudo INITIATE revelam que, no que toca aos níveis de HbA1c (hemoglobina glicosilada, ou seja, glucose ligada aos glóbulos vermelhos), foram alcançados valores médios abaixo dos 7% (6,8% em grupos e 6,9% individualmente).
Este trabalho foi recentemente apresentado em Copenhaga, durante o Congresso Europeu de Diabetes (EASD), que contou com a participação de mais de 15 mil especialistas de todo o mundo.
Adicionalmente, a iniciação da insulina glargina (uma insulina modificada, de longa acção, muito semelhante à humana) em programas educacionais em grupo aumentou a satisfação com o tratamento de forma similar ao verificado no regime individual, embora a primeira modalidade tenha reduzido em 49% o tempo dispendido.
A amostra deste estudo consistiu em 120 diabéticos tipo 2 que nunca antes tinham usado insulina e que tinham os seus níveis de açúcar no sangue descontrolados apesar de estarem a tomar medicamentos antidiabéticos orais. Após 24 semanas de tratamento com insulina glargina, em ambos os grupos, foi atingido um bom controlo glicémico, fenómeno que surgiu associado a uma maior satisfação face ao tratamento.
«A iniciação precoce de insulina glargina em grupos revelou-se tão eficaz no controlo dos níveis de açúcar no sangue como a iniciação individualizada, embora se tenha verificado que o tempo dispendido em melhorar a satisfação com o tratamento se reduziu em 49% através da integração do doente em programas educacionais de grupo.
Tendo em conta que milhões de diabéticos tipo 2 em todo o mundo precisam de melhorar o controlo dos níveis de glicemia quando os tratamentos orais já não são suficientes, esta abordagem terapêutica pode ser altamente recomendada, já que permite que mais doentes alcancem os níveis de controlo adequados», disse o Prof. Hannele Yri-Jarvinen, investigador principal do estudo INITIATI.
Um outro estudo, o APOLLO, também referenciado no decorrer do Congresso Europeu de Diabetes, trouxe à luz do dia dados consistentes com os do INITIATIVE. O APOLLO, apresentado pela primeira vez na última reunião anual da Associação Americana de Diabetes, foi realizado com diabéticos tipo 2 divididos por dois grupos, um a ser tratado com insulina glargina e um outro a receber insulina prandial lispro (insulina de acção ultra-rápida).
Os resultados deste trabalho mostraram que a insulina glargina permitiu obter níveis de HbA1c abaixo dos 7%, com menos episódios de hipoglicemia, três vezes menos injecções de insulina e menor necessidade de automonitorização do que o grupo a receber insulina prandial lispro.
Doença cardiovascular – diabéticos com risco aumentado
Os doentes com diabetes tipo 2 correm um risco aumentado de desenvolver eventos cardiovasculares devido a um conjunto de factores de risco cardiometabólico que inclui, entre outros, dislipidemias, níveis elevados de glucose, gordura abdominal em excesso e hipertensão.
Assim, diminuir o risco cardiovascular do diabético passa por corrigir os factores de risco. Contudo, as terapêuticas actualmente disponíveis estão orientadas para factores de risco individualizados e não para abordar as causas do risco cardiovascular no diabético, como a obesidade abdominal e a resistência à insulina.
«Actualmente, está a ser estudada uma nova abordagem terapêutica que se destina a tratar, justamente, a obesidade abdominal, a resistência à insulina e as dislipidemias associadas à diabetes tipo 2, que envolve a manipulação do sistema endocanabinóide, especificamente com o rimonabant, um antagonista do receptor canabinóide tipo 1», explicou o Prof. Alberto Zambon, da Universidade de Padova, em Itália, durante o EASD, acrescentando:
«Sendo um agente com um novo mecanismo de acção, o rimonabant pode ser um adjuvante importante das actuais abordagens terapêuticas, na medida em que tem o potencial de tratar múltiplos factores de risco cardiometabólico nos diabéticos tipo 2.»
Actualmente, estão em curso vários estudos que ajudarão a perceber qual é o potencial benefício que poderá resultar da combinação das duas terapêuticas, insulina glargina e rimonabant, no contexto do tratamento de indivíduos com pré-diabetes e diabetes tipo 2 diagnosticada recentemente. Os estudos ORIGIN, RAPSODI e CRESCENDO, todos em curso, vão fornecer as respostas necessárias, abrindo novos horizontes terapêuticos.
«Outros estudos de longo prazo serão obrigatórios para explorar as potenciais sinergias que podem resultar da combinação do rimonabant com a insulina glargina no controlo glicémico óptimo e na perda de peso associada a uma diminuição do risco cardiovascular em diferente cenários clínicos que podem abarcar todo o espectro da diabetes tipo 2», concluiu o Prof. Julio Rosenstock, director do Dallas Diabetes and Endocrine Center, nos EUA.