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O cancro colorrectal tem aumentado entre os portugueses

O cancro colorrectal tem apresentado uma incidência crescente no nosso País, sendo actualmente o tumor maligno mais frequente do aparelho digestivo.

O carcinoma colorrectal é uma patologia bastante frequente, sendo uma das principais causas de morbi-mortalidade por cancro no Ocidente, representando cerca de um terço do total dos tumores malignos nos países desenvolvidos.

A nível mundial são diagnosticados cerca de 678.000 novos casos por ano, 150.000 na Europa e 140.000 nos EUA (segundo cancro mais frequente), responsáveis, respectivamente, por 110.000 e 60.000 mortes/ano. Aproximadamente 70% das lesões situar-se-ão no cólon sigmóide e no recto, representando esta última localização cerca de um terço do total das lesões colorrectais.

Também Portugal assiste a uma situação seme­lhante, com o cancro colorrectal a ocupar um dos lugares cimeiros da patologia oncológica, com os consequentes e graves problemas de Saúde Pública daí resultantes. No nosso País segue-se ao cancro do pulmão, no homem, e ao cancro da mama, na mulher, ocupando, hoje em dia, o primeiro lugar no «ranking» dos tumores do aparelho digestivo.

O risco médio de uma pessoa desenvolver um cancro colorrectal durante a sua vida é de cerca de 1/20. São números surpreendentes e chocantes, reveladores de uma incidência crescente e alarmante, sobretudo se se considerar que a doença é potencialmente curável quando diagnosticada numa fase inicial.

Infelizmente, apesar de esta neoplasia apresentar uma elevada taxa de cura comparativamente às outras lesões tumorais do aparelho digestivo, constata-se que a sobrevida global média aos cinco anos apenas alcança os 50-60%, ao contrário dos 80-90% se diagnosticada precocemente, o que releva a necessidade de um rastreio bem conduzido.

Sabe-se que a generalidade dos carcinomas colorrectais têm a sua origem em pólipos benignos – lesões pré-malignas localizadas na parede intestinal -, que, ao evoluírem e aumentarem de tamanho, irão sofrer uma transformação maligna.

Além da existência de pólipos, são considerados factores de alto risco para o aparecimento deste tipo de cancro uma história pessoal de doença inflamatória intestinal extensa (sobretudo a colite ulcerosa) ou de cancro de outros órgãos (especialmente da mama, útero ou ovário), bem como uma história familiar de pólipos ou de cancro colorrectal.

A idade constitui outro factor a considerar, dado que, apesar de poder ocorrer em qualquer grupo etário, mais de 90% dos doentes terão mais de 40 anos. Também o tipo de alimentação pode ser responsabilizado: uma dieta pobre em fibras vegetais – a ausência de fibras, retardando o trânsito intestinal, aumenta o tempo de contacto da mucosa com eventuais carcinogéneos -, uma dieta rica em gorduras – colesterol e seus derivados que são substâncias com potencial carcinogénico –, ou, ainda, uma dieta hiperproteica, que promove a alteração da flora microbiana cólica – crescimento de bactérias anaeróbias, em detrimento das aeróbias, capazes de transformar os sais biliares em carcinogéneos.

O carcinoma colorrectal é uma doença «silenciosa», com uma evolução lenta e arrastada, sendo que a manifestação clínica só se torna aparente quando a cura é mais difícil de conseguir. As manifestações mais frequentes são as perdas de sangue pelo recto e as alterações dos hábitos intestinais – obstipação ou diarreia –, mais comuns às lesões localizadas no cólon esquerdo e recto.

A cirurgia constitui a única opção terapêutica capaz de obter a cura na generalidade dos casos. Hoje em dia, graças não só à moderna tecnologia disponível como a uma optimização da técnica cirúrgica realizada, serão menos de 5% os doentes operados que irão ficar com uma colostomia definitiva («ânus artificial») ou com sequelas funcionais graves.

Em algumas situações torna-se necessária a utilização de radioterapia e de quimioterapia como adjuvante da cirurgia, quer antes, quer depois da intervenção cirúrgica. Os esquemas propostos serão diferentes, de acordo com a localização do tumor, no cólon ou no recto.

Para a prevenção desta entidade oncológica, o rastreio será de capital importância. O objectivo assenta na identificação, numa fase assintomática, da patologia ou condição que irá provocar a doença. A remoção dos pólipos numa fase inicial é um aspecto de medicina preventiva comprovadamente eficaz.

Uma forma de o fazer será por meio da realização de uma colonoscopia. Este exame tem a virtualidade de ser diagnóstico e terapêutico – consiste na avaliação de todo o cólon, detecção de pólipos e sua excisão –, pelo que deve fazer parte do exame clínico de rotina de acordo com o protocolado.

O carcinoma colorrectal é uma patologia bastante frequente, sendo uma das principais causas de morbi-mortalidade por cancro no Ocidente, representando cerca de um terço do total dos tumores malignos nos países desenvolvidos.

A nível mundial são diagnosticados cerca de 678.000 novos casos por ano, 150.000 na Europa e 140.000 nos EUA (segundo cancro mais frequente), responsáveis, respectivamente, por 110.000 e 60.000 mortes/ano. Aproximadamente 70% das lesões situar-se-ão no cólon sigmóide e no recto, representando esta última localização cerca de um terço do total das lesões colorrectais.

Também Portugal assiste a uma situação seme­lhante, com o cancro colorrectal a ocupar um dos lugares cimeiros da patologia oncológica, com os consequentes e graves problemas de Saúde Pública daí resultantes. No nosso País segue-se ao cancro do pulmão, no homem, e ao cancro da mama, na mulher, ocupando, hoje em dia, o primeiro lugar no «ranking» dos tumores do aparelho digestivo.

O risco médio de uma pessoa desenvolver um cancro colorrectal durante a sua vida é de cerca de 1/20. São números surpreendentes e chocantes, reveladores de uma incidência crescente e alarmante, sobretudo se se considerar que a doença é potencialmente curável quando diagnosticada numa fase inicial.

Infelizmente, apesar de esta neoplasia apresentar uma elevada taxa de cura comparativamente às outras lesões tumorais do aparelho digestivo, constata-se que a sobrevida global média aos cinco anos apenas alcança os 50-60%, ao contrário dos 80-90% se diagnosticada precocemente, o que releva a necessidade de um rastreio bem conduzido.

Sabe-se que a generalidade dos carcinomas colorrectais têm a sua origem em pólipos benignos – lesões pré-malignas localizadas na parede intestinal -, que, ao evoluírem e aumentarem de tamanho, irão sofrer uma transformação maligna.

Além da existência de pólipos, são considerados factores de alto risco para o aparecimento deste tipo de cancro uma história pessoal de doença inflamatória intestinal extensa (sobretudo a colite ulcerosa) ou de cancro de outros órgãos (especialmente da mama, útero ou ovário), bem como uma história familiar de pólipos ou de cancro colorrectal.

A idade constitui outro factor a considerar, dado que, apesar de poder ocorrer em qualquer grupo etário, mais de 90% dos doentes terão mais de 40 anos. Também o tipo de alimentação pode ser responsabilizado: uma dieta pobre em fibras vegetais – a ausência de fibras, retardando o trânsito intestinal, aumenta o tempo de contacto da mucosa com eventuais carcinogéneos -, uma dieta rica em gorduras – colesterol e seus derivados que são substâncias com potencial carcinogénico –, ou, ainda, uma dieta hiperproteica, que promove a alteração da flora microbiana cólica – crescimento de bactérias anaeróbias, em detrimento das aeróbias, capazes de transformar os sais biliares em carcinogéneos.

O carcinoma colorrectal é uma doença «silenciosa», com uma evolução lenta e arrastada, sendo que a manifestação clínica só se torna aparente quando a cura é mais difícil de conseguir. As manifestações mais frequentes são as perdas de sangue pelo recto e as alterações dos hábitos intestinais – obstipação ou diarreia –, mais comuns às lesões localizadas no cólon esquerdo e recto.

A cirurgia constitui a única opção terapêutica capaz de obter a cura na generalidade dos casos. Hoje em dia, graças não só à moderna tecnologia disponível como a uma optimização da técnica cirúrgica realizada, serão menos de 5% os doentes operados que irão ficar com uma colostomia definitiva («ânus artificial») ou com sequelas funcionais graves.

Em algumas situações torna-se necessária a utilização de radioterapia e de quimioterapia como adjuvante da cirurgia, quer antes, quer depois da intervenção cirúrgica. Os esquemas propostos serão diferentes, de acordo com a localização do tumor, no cólon ou no recto.

Para a prevenção desta entidade oncológica, o rastreio será de capital importância. O objectivo assenta na identificação, numa fase assintomática, da patologia ou condição que irá provocar a doença. A remoção dos pólipos numa fase inicial é um aspecto de medicina preventiva comprovadamente eficaz.

Uma forma de o fazer será por meio da realização de uma colonoscopia. Este exame tem a virtualidade de ser diagnóstico e terapêutico – consiste na avaliação de todo o cólon, detecção de pólipos e sua excisão –, pelo que deve fazer parte do exame clínico de rotina de acordo com o protocolado.

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