Inquérito sobre Enfarte agudo do Miocárdio
Quatro em cada 10 portugueses com idades acima dos 30 anos continuam a não tomar medidas preventivas para evitar complicações cardiovasculares. Concomitantemente quase 30 por cento dos portugueses não efectua exames médicos regulares de prevenção, em particular a população com menos de 50 anos.
Estas são algumas das conclusões do novo inquérito intitulado “Enfarte agudo do miocárdio – gravidade associada, notoriedade dos factores de risco, reconhecimento dos sinais/sintomas e medidas preventivas”, levado a cabo pela Fundação Portuguesa de Cardiologia no âmbito do Dia Mundial do Coração, este ano dedicado ao tema “Sabe qual o seu risco?” e que será comemorado este ano no próximo dia 28 de Setembro em mais de 100 países, incluindo Portugal.
De acordo com a American Heart Association (AHA), no ano 2025 estima-se que mais de 1.5 mil milhões de pessoas ou um em cada três adultos com idade superior a 25 anos sofram de hipertensão, um dos principais factores de risco das doenças cardiovasculares, actualmente o assassino nº1 em todo o mundo e em Portugal, onde são responsáveis por 40 por cento dos óbitos.
Do projecto realizado em Portugal, conclui-se também que dois dos principais factores de risco cardiovascular, o mau colesterol e a hipertensão, ainda não são tidos como tal junto da esmagadora maioria de portugueses acima dos 30 anos.
Assim, entre os inquiridos que conhece ou já ouviu falar de enfarte agudo do miocárdio, quase metade não associa a alimentação rica em gorduras, o tabagismo ou a ausência de exercício físico regular, a comportamentos de risco que podem ter consequências a prazo no desenvolvimento de doenças cardíacas. É igualmente verdade que a maioria dos inquiridos tem dificuldade em identificar sinais e sintomas do enfarte agudo do miocárdio, nomeadamente a dor súbita e intensa na zona do peito e a dor no braço.
De acordo com o mesmo documento, cerca de 57 por cento têm a percepção de que as doenças cardíacas são a principal causa de morte em Portugal, 96 por cento já ouviu falar do enfarte do miocárdio e cerca de 53 por cento já contactou ou conhece pessoas afectadas por um enfarte do miocárdio.
Para o Dr. Luis Negrão, assessor médico da Fundação Portuguesa de Cardiologia, “estes dados vêem comprovar que há ainda muito trabalho por fazer e que perguntar, no Dia Mundial do Coração se sabe qual é o seu risco, tem toda a razão de ser.”
Dos que conhecem a doença, cerca de 50 por cento, não tem receio de vir a sofrer um enfarte. De referir também que os principais factores de risco apontado pelo grupo conhecedor da patologia são a alimentação rica em gorduras, tabagismo e ausência de exercício físico regular.
Os indivíduos que afirmaram conhecer os aspectos da doença distinguem também como principais sintomas ou sinais associados ao enfarte são zona súbita ou intensa na zona do peito e dor no braço. Do total deste grupo, 38 por cento assume não tomar medidas preventivas para evitar males maiores. Dos que fazem prevenção no dia-a-dia, ou seja 6 em cada 10 portugueses acima dos 30 anos, as medidas chave de prevenção cardiovascular passam pela prática de exercício físico regular e hábitos alimentares.
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