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Hospital de Santa Maria realiza procedimento inovador no tratamento da hipertensão arterial

13 Setembro, 2011 0

O Hospital de Santa Maria realizou recentemente, pela primeira vez, os primeiros procedimentos de desenervação renal, uma técnica pioneira para tratar doentes com hipertensão arterial (HTA) resistente aos medicamentos.

A HTA resistente é uma patologia em que os pacientes, apesar do tratamento com três ou mais medicamentos anti-hipertensivos, continuam com níveis elevados de pressão arterial.

A HTA é uma doença extremamente perigosa e que afecta quase metade da população Portuguesa, sendo que em apenas 11 por cento destes a doença está controlada, segundo dados da Sociedade Portuguesa de Hipertensão.

Recentemente, no Hospital de Santa Maria, dois doentes foram submetidos a esta técnica minimamente invasiva através de cateterismo, passando esta unidade a fazer parte de um pequeno mas crescente número de hospitais na Europa que disponibilizam o procedimento.

“Esta técnica inovadora vem trazer uma nova esperança aos doentes com HTA resistente, que através desta nova abordagem minimamente invasiva poderão ter controlados os seus níveis de pressão arterial”, afirma Pedro Canas da Silva, Coordenador da Unidade de Cardiologista de Intervenção do Hospital de Santa Maria. “Estamos muito satisfeitos por iniciar esta técnica inovadora no nosso hospital e de disponibilizar uma nova abordagem no tratamento da HTA resistente aos nossos doentes” remata António Nunes Diogo, Diretor do Serviço de Cardiologia do Hospital de Santa Maria.

 

Sobre a técnica de desenervação renal:

A técnica de desenervação renal é um procedimento minimamente invasivo que desactiva os nervos simpáticos localizados nas paredes da artéria renal.

O sistema consiste num gerador e num cateter flexível, que é introduzido através da artéria femoral dentro de ambas as artérias renais. Uma vez no local, a ponta do cateter emite uma pequena energia sob a forma de radiofrequência, de acordo com um algoritmo proprietário, ou padrão, para assim proceder à redução da actividade da enervação renal, responsável importante no desenvolvimento da HTA.

O procedimento não envolve um implante permanente.
Até ao momento, a investigação clínica mostra que a desenervação renal permite uma redução significativa e sustentada dos níveis de pressão arterial para muitos doentes com HTA resistente. No ensaio clínico aleatorizado SYMPLICITY HTN-2 – 106 pacientes na Europa, Austrália e Nova Zelândia – doentes com HTA resistente submetidos a desenervação renal obtiveram uma redução da pressão arterial média de 32/12 mmHg em 6 meses, enquanto os doentes do grupo do controlo, tratados somente com medicamentos anti-hipertensores, não apresentaram variação significativa da pressão arterial (1 / 0 mmHg). A ocorrência de eventos adversos não diferiu entre os grupos.

A HTA é a principal causa de morte atribuída no mundo. É um problema de saúde à escala mundial, que afecta aproximadamente 1,2 mil milhões de pessoas e está associada a um aumento do risco de ataque cardíaco, enfarte, insuficiência cardíaca, doença renal e morte. Estima-se que a hipertensão tenha um custo directo para o sistema de saúde global de mais de US $500 mil milhões anualmente.

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