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GS1 Portugal lançou hoje Plataforma G. R. I. A.

20 Abril, 2009 0

João Picoito, responsável pela plataforma tecnológica GS1 GDSN da GS1 Portugal, sublinhou que «este projecto ao permitir a integração de fluxos de informação sobre alimentos entre os produtores e utilizadores de base de dados do Sector Agro-alimentar, representa um passo muito significativo porque possibilitará ao sector a utilização de uma linguagem comum uniformizada». Todos os produtos alimentares disponíveis no mercado nacional poderão ser abrangidos por este projecto, dependendo do envolvimento dos parceiros e da capacidade de implementação das decisões que forem sendo tomadas no decurso dos trabalhos. Contudo, dada a vastidão do universo dos alimentos em Portugal, terão de ser definidas prioridades baseadas essencialmente nas necessidades de informação para a promoção e protecção da saúde pública, na vertente relacionada com a alimentação.

Uma das grandes preocupações inerentes à criação desta base de dados é contribuir para gerar evidência científica na área das relações entre alimentação e saúde. «É conhecida a existência de estudos que revelam resultados contraditórios ou inconclusivos quanto à relação de determinados alimentos e/ou nutrientes e a saúde. Um dos factores que contribuem para divergência destes resultados é a utilização de bases de dados de composição nutricional não normalizadas e consequentemente não comparáveis», explicou Luísa Oliveira, Técnica Superior de Saúde do INSA. «Regularmente são investidos recursos consideráveis em estudos de investigação epidemiológica cujos resultados ficam aquém do desejável, devido à inexistência de bases de dados comuns, normalizadas e que respondam às necessidades dos estudos», concretiza esta responsável. Por outro lado, segundo dados disponibilizados pela GS1 a ineficiência da indústria agro-alimentar, no que diz respeito à gestão de bases de dados, gera a perda de cerca de 30 mil milhões de dólares por ano, ou seja, o equivalente a 3,4 por cento das vendas. A inexistência de um correcto sistema de identificação e codificação gera acréscimo de custos, relacionados por exemplo com a necessidade de trabalho manual para inserção de dados, ao mesmo tempo que acarreta custos financeiros elevados para as empresas ou organizações e, consequentemente, para o cidadão comum.

Numa primeira fase, o investimento previsto para o desenvolvimento deste projecto prende-se sobretudo com a disponibilização, por parte dos parceiros, de recursos humanos para a participação nos grupos de trabalho temáticos e para o carregamento da base de dados nacional. Esta base de dados, que conterá informação relativa aos respectivos produtos alimentares, será gerida pelo INSA. Numa fase ulterior, poderá ser necessário investir no desenvolvimento de ferramentas informáticas e na realização de programas analíticos com vista à produção de novos dados sobre nutrientes ou outros componentes bioactivos com interesse em saúde pública. «Para se ter uma noção do valor destas bases de dados e da importância da colaboração nacional para a optimização dos recursos existentes, posso adiantar que a actual Tabela da Composição dos Alimentos, que contém cerca de 40 mil dados, representa um custo em recursos materiais e humanos de cerca de 14 milhões de euros», afirmou Luísa Oliveira.

Para além do INSA e da GS1 Portugal, a G.R.I.A. conta também com o apoio da FIPA (Federação das Indústrias Portuguesas Agro-Alimentares), APED (Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição), ASAE (Autoridade de Segurança Alimentar e Económica), APN (Associação Portuguesa de Nutricionistas), Centromarca, Direcção Geral da Saúde através da Plataforma contra a Obesidade e do Gabinete de Planeamento e Políticas do Ministério da Agricultura, entre outros.

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