GS1® Portugal lança Grupo de Trabalho para o Setor da Saúde para assegurar os 5 Direitos do Paciente
No lançamento do GS1 HUG PT marcaram presença os representantes de:
• Associações de Setor (ANF, APEGSAUDE, APIFARMA, APORMED, GROQUIFAR);
• Organismos Públicos (Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge);
• Comunidade Académica (Instituto Politécnico de Tomar, Universidade de Limoges (França), ESCE – Escola Superior de Ciências Empresariais l Instituto Politécnico de Setúbal, Sociedade Portuguesa dos Cuidados Farmacêuticos);
• Grupos de Saúde Hospitalar (Centro Hospitalar Lisboa Central, José de Mello Saúde);
• Indústria Farmacêutica e Empresas de Dispositivos Médicos (Abbott, AtralCipan, Bial, Bizaffairs, COOPROFAR, Grupo Octpharma, HnryPHARMA, Johnson & Johnson, Medtronic);
• Solution Providers (BIQ Consulting);
• Grupos Seguradores (Future Healthcare)
“Afinal, todos nós somos pacientes”, afirmou Silvério Paixão, Diretor de Inovação e Standards da GS1 Portugal, referindo a importância desta iniciativa. E prosseguiu: “Para tornar possível uma maior transparência nas cadeias de valor deste setor, não só em Portugal mas à escala mundial, é necessária a implementação de Normas Globais. Reunir especialistas na área da saúde, de forma a promover a segurança dos pacientes e a eficiência nestas cadeias de valor. Esta é a essência do HUG”.
Por sua vez, Ulrike Kreysa sublinhou: “Quando viajo quero ter a segurança de saber que os meus dados médicos estão disponíveis, de forma rápida e automática, em qualquer hospital, em qualquer parte do mundo. O Sistema GS1 permite fazer isto através do Registo de Saúde Eletrónico ou RSE”.
Mas o que é a GS1? “A GS1 é uma organização internacional, presente em 150 países, neutra e sem fins lucrativos, que desenvolve e gere o Sistema de Normas Globais mais utilizado em variadas cadeias de valor em todo o mundo: o Sistema GS1”, apresentou João de Castro Guimarães, Diretor Executivo da GS1 Portugal. “A sua atividade mais reconhecida é a codificação de produtos de grande consumo através do código de barras que, em Portugal, apresenta o famoso prefixo 560. Mas a GS1 atua e desenvolve soluções para outros setores de atividade, sendo os Cuidados de Saúde uma área nuclear para esta Organização”, rematou.
Ulrike Kreysa referiu que a eficiência, a rastreabilidade e a segurança dos pacientes são as grandes preocupações atuais das entidades reguladoras. “Preocupações que foram formuladas de uma forma muito concreta no ano passado pela Comissão Europeia, através da Diretiva de Anti-Contrafação, que obriga à identificação única e inequívoca das embalagens de medicamentos de prescrição médica”.
Os Medicamentos Contrafeitos que circulam nas cadeias de valor legais são um problema de saúde pública à escala global. Por exemplo, em países como o Quénia e ou a Nigéria 60 a 70 por cento dos fármacos são falsificados. “Na Europa, embora o problema não tenha esta dimensão, também têm ocorrido casos graves, por exemplo envolvendo medicamentos para o tratamento do cancro. Outro exemplo bem conhecido é o do Viagra, talvez o fármaco mais contrafeito de sempre”.
Para o combate à contrafação, várias entidades reguladoras, como a European Federation of Pharmaceutical Industries and Associations (EFPIA) ou a Eucomed recomendam o GS1 DataMatrix para a marcação de medicamentos e dispositivos médicos. Este é um código que ocupa um espaço muito diminuto na embalagem ou no dispositivo médico, mas que permite transportar Dados Adicionais não contemplados nos códigos atualmente em vigor. “Como, por exemplo, a identificação inequívoca do produto, a data de validade e, muito importante, o número de série, que é o que permite distinguir uma embalagem de outra de um mesmo produto. Tem ainda a vantagem de poder ser marcado diretamente num dispositivo médico tão pequeno como um bisturi. É um código robusto que mantém a sua capacidade de leitura mesmo que se encontre parcialmente danificado”.

