No actual contexto, em que se apresenta como imperiosa a participação de todos na contenção da propagação de uma doença, a nova Gripe A, que assumiu já uma dimensão pandémica mas que pode, ainda assim, ser limitada na sua dimensão com a prática generalizada das medidas de protecção recomendadas, faz todo o sentido reflectir na forma como são concretizadas estas medidas e nas soluções que são apresentadas à população, em particular no que diz respeito aos produtos para limpeza e desinfecção das mãos e das superfícies.
As mãos são um dos mais importantes veículos de transmissão de micróbios causadores de doenças, sejam eles bactérias, vírus como o da actual Gripe A, ou outros. De facto, a via mais frequente de transmissão do vírus da gripe, é através das mãos sujas, por contacto com superfícies contaminadas ou através dos cumprimentos sociais. Tocar com as mãos contaminadas no nariz, na boca ou nos olhos, permite que o vírus entre no organismo indo causar a doença. É assim justificada a necessidade de manter mãos e superfícies limpas e desinfectadas a todo o momento.
Neste sentido, os produtos desinfectantes têm cada vez mais procura por parte dos utentes das farmácias. Importa também destacar que a par da desinfecção faz todo o sentido manter a saúde e o bem-estar da pele, procurando na farmácia produtos menos agressivos e mais seguros.
Distinguir alguns conceitos
Limpar não é o mesmo que desinfectar. De há muito que os higienistas enfatizam a importância de uma correcta lavagem das mãos como o primeiro marco no controlo das infecções. Lavar as mãos é uma garantia para melhorar os padrões da saúde pública, tem a ver com os cuidados de saúde hospitalares como com as escolas, jardins-de-infância ou as nossas casas, é um dos mais eficientes métodos para a prevenção das doenças, desde a diarreia e outras perturbações gastrointestinais até à gripe e à pneumonia.
Lavar é remover a sujidade e a higienização das mãos é a medida mais importante para diminuir o risco de transmissão de uma infecção de uma pessoa para outra. Deve lavar-se as mãos após tossir, depois de contactar com pessoas doentes, depois de ir à casa de banho, antes e depois de comer, ao chegar da rua e sempre que sintamos as nossas mãos menos limpas, praticando uma técnica correcta de lavagem – aplicando sabão sobre as mãos molhadas e esfregando uma mão contra a outra, após a aplicação de sabão, não esquecendo o dorso das mãos e os espaços entre os dedos (durante pelo menos 20 segundos), e secando bem as mãos, sempre que possível com toalhete de uso único. A lavagem deve ser frequente sendo que, para evitar que a pele fique seca é recomendado o uso de um creme hidratante, para compensar. Só assim se previnem as fissuras da pele e se reduz a contaminação das mãos.
Em alternativa ao sabão normal podem ser utilizados sabões ou outros preparados antisépticos. Desinfectantes ou antissépticos são agentes químicos que destroem ou inibem o crescimento microbiano, respectivamente, nas superfícies ou nos tecidos vivos como a pele. Por serem desinfectantes específicos para aplicar nos tecidos vivos, os antissépticos não são apropriados para a descontaminação de materiais e superfícies.
[Continua na página seguinte]
Circunstâncias há em que a desinfecção deve ser usada, sem prejuízo de em circunstância alguma se pensar que ela pode substituir a limpeza (não, nunca a substitui!). É importante saber que o tempo de contacto para que se exerça a acção anti-microbiana dos desinfectantes é bastante variável. Também por essa razão é fundamental conversar com o seu farmacêutico acerca da composição do produto que se vai utilizar, conhecer e respeitar a dose e saber como se manuseiam os desinfectantes, de acordo com as circunstâncias.
O farmacêutico e a equipa de farmácia têm aqui um desempenho importante, recomendando um uso muito prudente dos antissépticos, já que estes, ao eliminar as bactérias, vírus e fungos, com potencial para causar doença, acabam também por eliminar bactérias protectoras, naturalmente presentes na pele, abrindo caminho à proliferação de outras, potencialmente patogénicas, o que pode acontecer quando se usam antissépticos a torto e a direito.
O conselho farmacêutico
Compete a este profissional de saúde ter em conta a natureza do uso de certos desinfectantes e desaconselhá-lo a certos grupos da população: há antissépticos muito agressivos que não se recomendam a grávidas, mulheres que amamentam e crianças com menos de ano e meio.
Na farmácia pode encontrar conselho sobre os produtos mais adequados e eficazes para a desinfecção da pele, de forma a garantir a saúde, a segurança e a contribuição activa na contenção da disseminação da Gripe. Não se esqueça de utilizar o aconselhamento farmacêutico sempre que tiver dúvidas sobre as medidas de controlo das infecções a partir da higiene pessoal, a começar por saber o indispensável acerca da técnica correcta da lavagem das mãos.
Conte com a equipa da farmácia para tratar os antissépticos como produtos que podem prevenir as infecções mas que requerem um uso prudente, sempre.
As mãos são um dos mais importantes veículos de transmissão de micróbios causadores de doenças, sejam eles bactérias, vírus como o da actual Gripe A, ou outros. De facto, a via mais frequente de transmissão do vírus da gripe, é através das mãos sujas, por contacto com superfícies contaminadas ou através dos cumprimentos sociais. Tocar com as mãos contaminadas no nariz, na boca ou nos olhos, permite que o vírus entre no organismo indo causar a doença. É assim justificada a necessidade de manter mãos e superfícies limpas e desinfectadas a todo o momento.
Neste sentido, os produtos desinfectantes têm cada vez mais procura por parte dos utentes das farmácias. Importa também destacar que a par da desinfecção faz todo o sentido manter a saúde e o bem-estar da pele, procurando na farmácia produtos menos agressivos e mais seguros.
Distinguir alguns conceitos
Limpar não é o mesmo que desinfectar. De há muito que os higienistas enfatizam a importância de uma correcta lavagem das mãos como o primeiro marco no controlo das infecções. Lavar as mãos é uma garantia para melhorar os padrões da saúde pública, tem a ver com os cuidados de saúde hospitalares como com as escolas, jardins-de-infância ou as nossas casas, é um dos mais eficientes métodos para a prevenção das doenças, desde a diarreia e outras perturbações gastrointestinais até à gripe e à pneumonia.
Lavar é remover a sujidade e a higienização das mãos é a medida mais importante para diminuir o risco de transmissão de uma infecção de uma pessoa para outra. Deve lavar-se as mãos após tossir, depois de contactar com pessoas doentes, depois de ir à casa de banho, antes e depois de comer, ao chegar da rua e sempre que sintamos as nossas mãos menos limpas, praticando uma técnica correcta de lavagem – aplicando sabão sobre as mãos molhadas e esfregando uma mão contra a outra, após a aplicação de sabão, não esquecendo o dorso das mãos e os espaços entre os dedos (durante pelo menos 20 segundos), e secando bem as mãos, sempre que possível com toalhete de uso único. A lavagem deve ser frequente sendo que, para evitar que a pele fique seca é recomendado o uso de um creme hidratante, para compensar. Só assim se previnem as fissuras da pele e se reduz a contaminação das mãos.
Em alternativa ao sabão normal podem ser utilizados sabões ou outros preparados antisépticos. Desinfectantes ou antissépticos são agentes químicos que destroem ou inibem o crescimento microbiano, respectivamente, nas superfícies ou nos tecidos vivos como a pele. Por serem desinfectantes específicos para aplicar nos tecidos vivos, os antissépticos não são apropriados para a descontaminação de materiais e superfícies.
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Circunstâncias há em que a desinfecção deve ser usada, sem prejuízo de em circunstância alguma se pensar que ela pode substituir a limpeza (não, nunca a substitui!). É importante saber que o tempo de contacto para que se exerça a acção anti-microbiana dos desinfectantes é bastante variável. Também por essa razão é fundamental conversar com o seu farmacêutico acerca da composição do produto que se vai utilizar, conhecer e respeitar a dose e saber como se manuseiam os desinfectantes, de acordo com as circunstâncias.
O farmacêutico e a equipa de farmácia têm aqui um desempenho importante, recomendando um uso muito prudente dos antissépticos, já que estes, ao eliminar as bactérias, vírus e fungos, com potencial para causar doença, acabam também por eliminar bactérias protectoras, naturalmente presentes na pele, abrindo caminho à proliferação de outras, potencialmente patogénicas, o que pode acontecer quando se usam antissépticos a torto e a direito.
O conselho farmacêutico
Compete a este profissional de saúde ter em conta a natureza do uso de certos desinfectantes e desaconselhá-lo a certos grupos da população: há antissépticos muito agressivos que não se recomendam a grávidas, mulheres que amamentam e crianças com menos de ano e meio.
Na farmácia pode encontrar conselho sobre os produtos mais adequados e eficazes para a desinfecção da pele, de forma a garantir a saúde, a segurança e a contribuição activa na contenção da disseminação da Gripe. Não se esqueça de utilizar o aconselhamento farmacêutico sempre que tiver dúvidas sobre as medidas de controlo das infecções a partir da higiene pessoal, a começar por saber o indispensável acerca da técnica correcta da lavagem das mãos.
Conte com a equipa da farmácia para tratar os antissépticos como produtos que podem prevenir as infecções mas que requerem um uso prudente, sempre.