Farmacoterapia e sexualidade » Medicamentos prejudicam vida sexual feminina
«O factor amor parece ser muito menos importante para os homens. No entanto, há uma maior correlação entre os problemas sexuais femininos e a instabilidade na relação, a emotividade global e o desfavorecimento económico.
Globalmente, as mulheres em todas as faixas etárias referem a sexualidade como menos importante para o seu bem-estar global e a sua qualidade de vida. Estas diferenças acentuam-se após os 60 anos», defende a nossa entrevistada.
Assim sendo, as mulheres que, contrariamente ao grupo que apontámos anteriormente, consideram a sua satisfação sexual um factor importante para o seu bem-estar, admitem que haverá um determinante físico na manutenção da sexualidade feminina que é o efeito desencadeador da atracção que o parceiro exerce sobre elas ou o próprio desejo que sentem por ele.
Conclui-se, pois, que na ausência destes desencadeadores, o desejo sexual feminino diminui.
Deste modo, percebemos que «uma maior variabilidade dos factores psicossexuais levarão à inibição ou restrição da resposta sexual feminina. Clinicamente, as mulheres focam mais os aspectos subjectivos enquanto os homens fazem-no relativamente a questões mais objectivas. Na mulher há uma discrepância acentuada entre a avaliação subjectiva da sua excitação e a correspondente resposta vaginal», analisa a especialista.
Novidades científicas
Foi precisamente no âmbito da aplicação de vasodilatadores nas disfunções sexuais masculinas que os cientistas começaram a estudar as mesmas hipóteses de aplicação medicamentosa para tratar as disfunções sexuais da mulher.
A terapia sexual terá de debruçar-se sobre a interface da sexualidade, ou seja, o contexto que relaciona os factores psicológicos associados à vivência pessoal.
«O desenvolvimento de estudos nestas áreas só será positivo se se contribuir para o avanço do conhecimento e se a ânsia mercantil não se sobrepuser às necessidades de melhor conhecer os factores sociais, psicológicos da resposta sexual feminina. É importante que se estude também a relação entre a Sexologia e a cultura na influência que têm na sexualidade humana», advoga a médica.
Apesar dos avanços, continuamos a ter uma visão muito incompleta da condição da sexualidade humana, porque o sexo foi sempre um ecrã privilegiado em que se projectavam ideologias, conceitos, medos, sonhos e paranóias.
Sabia que…
O clítoris é o único órgão que não consta nos desenhos do corpo humano efectuados nos manuais escolares. Porque será?
Medicina & Saúde
www.jasfarma.pt
Páginas: 1 2

