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Farmácias portuguesas mais seguras

16 Maio, 2007 0

A Associação Nacional das Farmácias (ANF) e o Ministério da Administração Interna (MAI), em parceria com a Guarda Nacional Republicana (GNR) e a Polícia de Segurança Pública (PSP), estão a promover o reforço da segurança das farmácias, através da implementação do Programa Farmácia Segura.

O funcionamento das farmácias, disponíveis 24 horas por dia, 365 dias por ano, muitas vezes em locais isolados do país, levanta problemas específicos de segurança, para as quais devem ser encontradas soluções adequadas. É fundamental minimizar os riscos, tantos dos profissionais que nela trabalham, como dos seus utentes.

A segurança nas farmácias foi sempre uma preocupação presente para a ANF. Assim, como os assaltos não são um problema apenas dos dias de hoje, também a articulação entre as farmácias e as forças policiais não é de agora. Mantém-se há cerca de seis anos e começou pela partilha de informação, através da disponibilização dos mapas de serviço das farmácias à PSP e à GNR, de maneira a que possa ser conferida particular atenção às cerca de 300 farmácias que prestam serviço para além das 19 horas.

No entanto, perante novos incidentes com contornos graves de violência, surgiu a necessidade de reformular os moldes em que as farmácias e as forças policiais colaboram, lançando-se agora o Programa Farmácia Segura, que aposta na formação/informação e gestão activa da segurança.

No que respeita à formação, o programa prevê sessões para os farmacêuticos, a decorrerem em Lisboa, Porto e Coimbra. Hoje mesmo, dia 16 de Maio, está a decorrer a sessão de formação no Porto. Amanhã, dia 17 de Maio, decorrerá em Coimbra e dia 19 de Maio, no Porto. Estas sessões são concebidas no sentido de alertar para as principais situações de perigo e para a melhor forma de enfrentar estas ocorrências.

Para apoiar a formação dos farmacêuticos e das suas equipas, por todo o país, foi produzido um filme que determina as “boas práticas de segurança nas farmácias” que será distribuído às farmácias associadas da ANF.

Foi, paralelamente, desenvolvida uma acção de formação na plataforma de e-learning das farmácias sobre o mesmo tema.

O segundo nível de intervenção tem a ver com a gestão da informação sobre segurança, potenciando as redes de comunicação já existentes, através da ligação das farmácias a uma rede de segurança específica, que lhes assegura um tratamento prioritário.

Numa emergência, as farmácias podem, através desta rede, accionar de forma dissimulada um alarme que será recebido numa central. Numa segunda fase, esta iniciativa pode vir a ser complementada com um sistema de vídeo-vigilância, que disponibilizará imagens em tempo real, estando em estudo a criação de uma central de alarmes própria, com recurso às imagens reais.

Assim, prevê-se que seja feita uma triangulação entre esta central, o proprietário da farmácia e as forças policiais, com sinais de alarme a serem comunicados ao proprietário e, se necessário, às autoridades para envio de forças policiais à farmácia.

Há atitudes e condições preventivas que foram identificadas neste trabalho conjunto da ANF e do Gabinete Coordenador de Segurança do Ministério da Administração Interna, do qual resultou a definição de um conjunto alargado de recomendações que reforçam a segurança nas farmácias.

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