Estudo científico revela redução dos níveis de poluição por monóxido de carbono na Europa
Muitas vezes apelidado de “assassino invisível”, o monóxido de carbono é um gás inodoro e incolor, que dificulta a distribuição do oxigénio pelo corpo, contando-se, entre os efeitos de uma taxa elevada de CO no organismo, a redução da função cardíaca, risco de formação de coágulos, asfixia por falta de oxigénio e problemas no desenvolvimento do feto, no caso das mulheres grávidas.
Por ser de fácil leitura, a medição de CO permite uma clara percepção dos reais perigos do tabaco, informando os fumadores e não-fumadores acerca da poluição (directa ou indirecta) que afecta o seu organismo.
A maior parte dos testes teve lugar em espaços públicos, sendo que 41% dos participantes eram fumadores e os restantes 59% não-fumadores. A idade dos participantes – 53% do sexo masculino e 47% do sexo feminino – variou entre os 2 e os 98 anos, com maior prevalência da faixa etária 10-29 anos.
Em relação aos produtos mais consumidos pelos fumadores que fizeram o teste, o cigarro foi o mais apontado (93%), seguido pelo tabaco de enrolar (4%).
Com um resultado de 4,4 ppm na população não-fumadora, Portugal ficou acima da média europeia, que se situou nos 3,5 ppm, mas obteve uma considerável melhoria relativamente ao valor verificado no primeiro estudo, que foi de 5,6. O país com o melhor resultado foi a Finlândia (2,4 ppm) e aquele que registou a taxa mais alta foi a Polónia (5,4 ppm).
No caso dos fumadores, a média europeia foi de 15,5 ppm, tendo Portugal registado um valor médio de 20,9 ppm, cerca de 1 ponto acima do valor constante no primeiro relatório.
Em Portugal, 9082 pessoas realizaram o teste de CO – o 9º pais em termos de participações – num total de 43 eventos que tiveram lugar de norte a sul do país.
Para mais informações sobre a Campanha HELP, visitar o site www.help-eu.com.

