Jorge Sampaio apoia Associação Portuguesa de Doentes Anticoagulados
A Associação Portuguesa de Doentes Anticoagulados (APDA) tem a partir de hoje um sócio muito especial: Jorge Sampaio, antigo Presidente da República e Alto Representante da ONU.
Como sócio honorário da APDA, Jorge Sampaio pretende sensibilizar para as dificuldades que estes doentes têm que ultrapassar diariamente. Através do seu apoio à APDA e do seu testemunho enquanto doente anticoagulado, pretende alertar os Portugueses para as consequências e para os constrangimentos que a terapêutica traz e contribuir para melhorar o acesso ao controlo regular e eficaz da coagulação.
Em Portugal, estima-se que cerca de 100 mil doentes anticoagulados tenham que tomar uma terapêutica diariamente, para a redução do risco de formação de coágulos no sangue. A terapêutica anticoagulante oral (TAO) é uma necessidade após a substituição de válvulas cardíacas ou quando estão presentes problemas cardiovasculares, como a fibrilhação auricular, uma arritmia muito comum. O objectivo da TAO é reduzir o risco de AVC, a principal causa de morte em Portugal. Como os anticoagulantes orais podem sofrer interferência de alimentos e medicamentos, o doente pode ficar em risco de hemorragia ou trombose, pelo que é obrigatória a monitorização regular do seu tempo de coagulação, um teste que em Portugal ainda não está disponível em todas as unidades de saúde.
A APDA iniciou a sua actividade em 2006 e pretende ajudar na melhoria da qualidade de vida destes doentes através de acções com vista sua à maior autonomia.
O presidente da associação, o médico Francisco Crespo, afirma que um dos objectivos primordiais da APDA é sensibilizar os doentes e profissionais de saúde para as vantagens da auto-monitorização dos níveis de coagulação do sangue pelo próprio doente. “Trata-se de uma estratégia muito bem sucedida noutros países europeus que permite que o doente seja autónomo na realização das análises regulares, evitando deslocações desnecessárias e tornando simultaneamente o doente mais consciente da sua terapêutica”.
Francisco Crespo acredita que esta estratégia pode ajudar a reduzir o número de casos de AVC no nosso país. No entanto, numa primeira fase, é importante a descentralização do controlo para os médicos de família.
Sobre a APDA:
A Associação Portuguesa de Doentes Anticogulados (APDA) destina-se a doentes sob tratamento com anticogulantes orais, a profissionais de saúde e a todas as pessoas que queiram ser sensibilizados ou colaborem no apoio aos doentes anticoagulados.
Entre os principais objectivos da APDA destaca-se a promoção da melhoria da qualidade de vida dos doentes anticoagulados, o ensino e seu esclarecimento, incentivando o controlo periódico dos níveis de coagulação, como forma de prevenção de eventuais problemas cardio e cerebrovasculares.
Como sócio honorário da APDA, Jorge Sampaio pretende sensibilizar para as dificuldades que estes doentes têm que ultrapassar diariamente. Através do seu apoio à APDA e do seu testemunho enquanto doente anticoagulado, pretende alertar os Portugueses para as consequências e para os constrangimentos que a terapêutica traz e contribuir para melhorar o acesso ao controlo regular e eficaz da coagulação.
Em Portugal, estima-se que cerca de 100 mil doentes anticoagulados tenham que tomar uma terapêutica diariamente, para a redução do risco de formação de coágulos no sangue. A terapêutica anticoagulante oral (TAO) é uma necessidade após a substituição de válvulas cardíacas ou quando estão presentes problemas cardiovasculares, como a fibrilhação auricular, uma arritmia muito comum. O objectivo da TAO é reduzir o risco de AVC, a principal causa de morte em Portugal. Como os anticoagulantes orais podem sofrer interferência de alimentos e medicamentos, o doente pode ficar em risco de hemorragia ou trombose, pelo que é obrigatória a monitorização regular do seu tempo de coagulação, um teste que em Portugal ainda não está disponível em todas as unidades de saúde.
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