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Esteja atento ao Bullying Escolar

27 Março, 2010 0

Sabe-se que muitos dos comportamentos de risco dos adolescentes – absentismo escolar, uso de álcool e drogas, actos suicidários e comportamentos delinquente -, estão relacionados, directa ou indirectamente, com o facto de serem ou terem sido sujeitos a violência e/ou bullying. O bullying implica maus-tratos continuados e repetidos e não deve ser confundido com a agressividade normal na infância e na adolescência e, obviamente implícita nas diferentes brincadeiras.

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Tente perceber se o seu filho é vítima de Bullying

» É muitas vezes alvo de brincadeiras de mau gosto?

» Qual é a alcunha que ele tem, lá na escola?

» Há alguma característica na sua personalidade ou fisionomia que o coloca na situação de ser um “alvo fácil”?

» Recusa-se a ir à escola e anda triste?

» Parece não ter amigos ou não se sentir à-vontade com eles?

» Mostra-se muito sensível às suas brincadeiras e reage ou chorando ou de forma agressiva

 

Previna os danos do Bullying

» Se o seu filho tem alguma característica na sua personalidade ou fisionomia que o coloca na situação de ser “alvo fácil”, procure um psicólogo que o possa ajudar a lidar com essa característica para que não se torne um estigma e um motivo de vergonha.

» Esteja atento, observe o seu filho a brincar com os outros colegas, solicite aos professores o parecer deles.

» Não se torne hiper-protector, mas vigie com atenção.

» Não se esqueça que o seu filho pode precisar de ajuda. Nem sempre as crianças têm a força necessária para fazerem frente a um agressor.

» Se o seu filho é muito agressivo, esteja atento, ele pode ser autor de bullying e não ter consciência do sofrimento que provoca nas outras criança.

 

Identifique os comportamentos de Bullying

» Bullying Físico – Bater, agredir, dar pontapés, empurrar, dar encontrões e puxões

» Bullying Verbal – Ameaçar, arreliar, iniciar rumores e fazer comentários agressivos.

» Exclusão das Actividades – Exclusão directa de certa criança para as actividades em que todos participam menos a criança excluída.

» O que Não se deve fazer – Incentivar a criança a ser assertiva, a desvalorizar o que aconteceu, a ser indiferente às agressões e incentivá-la a fazer de conta que não é incomodado com as agressões. Isoladas estas atitudes podem levar a criança a sentir-se um fracasso.

» O que se Deve fazer – Estar a tento e intervir no sentido de fazer parar o comportamento da criança que atormenta o seu filho. Falar com o seu filho e com os colegas dele para tentar perceber se ele está a ser vítima de Bullying. Explicar-lhe que é natural sentir medo e vergonha, mas que deve ser capaz de falar sobre o que está a acontecer para que o possam ajudar. Chamar a atenção dos professores responsáveis, falar com os pais da criança que atormenta e solicitar que a criança agressora seja observada por um psicólogo. Falar com a criança que foi alvo de Bullying e explicar-lhe que ela não se deve culpar pelo que aconteceu e caso necessário oferecer-lhe um acompanhamento psicológico para que ela possa elaborar os “traumas” a que foi sujeita.

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