Dra. Margarida Martins, presidente da SPEM: “É importante que a doença seja conhecida”
A Sociedade Portuguesa de Esclerose Múltipla (SPEM) tem mais de 2 000 sócios em todo o País. Com a sua sede em Lisboa e várias delegações em Portugal, a associação conta com uma equipa multidisciplinar que dá apoio psicológico e social aos doentes de esclerose múltipla (EM).
De que forma a SPEM ajuda os doentes de EM?
Há várias maneiras das pessoas cá chegarem. O contacto é fácil e pode ser logo feito por telefone. Depois, é agendada uma visita às instalações e uma consulta com a assistente social.
Qualquer pessoa pode associar-se à SPEM. Convidamos os próprios familiares a tornarem-se sócios e até os cidadãos em geral, de forma a ajudarem a instituição. A quota mínima é de 2,5 euros mensais. Contudo, se a pessoa provar que tem dificuldades financeiras, quer em relação à quota, quer em relação ao usufruto de algum serviço da SPEM, é avaliada a situação financeira e são consideradas reduções ou mesmo isenções.
A SPEM tem uma rede de delegações e núcleos no País onde procura disponibilizar informações úteis, bem como apoio social e psicológico aos associados.
A acção da SPEM traduz-se essencialmente na tentativa de proporcionar respostas em falta na comunidade e adequadas a esta população.
Neste sentido, temos a funcionar em Lisboa um centro de apoio integrado para pessoas com EM, que compreende um centro de actividades ocupacionais, uma unidade de neuro-reabilitação um serviço de apoio domiciliário, consultas de psicologia, serviço social e apoio jurídico.
Na sua opinião, qual a importância das jornadas de institucionalização do Dia Nacional da Pessoa com Esclerose Múltipla?
Essencialmente, a criação de um espaço de diálogo e de sinergias a favor das pessoas com esclerose múltipla. É importante que a doença seja conhecida.
Nas jornadas serão abordados temas relacionados com a patologia, a qualidade de vida dos portadores de EM e os cuidados de saúde necessários. A institucionalização do Dia Nacional da Pessoa com Esclerose Múltipla deve-se à apresentação de uma proposta nesse sentido, por parte da SPEM, que mereceu acolhimento favorável em Conselho de Ministros.
Com efeito, é assim criada uma oportunidade para dar a conhecer a importância do diagnóstico precoce e do tratamento adequado para evitar a progressão rápida da doença.
Torna-se também possível um reforço na divulgação das dificuldades com que se deparam doentes e familiares e na procura de soluções adequadas.
“A SPEM procura dar as respostas em falta na comunidade e adequadas a esta população”
Para mais informações:
SPEM – Sociedade Portuguesa de Esclerose Múltipla
Rua Zófimo Pedroso, n.º 66
1950-291 Lisboa
Telf. 218 650 480 – Fax. 218 650 489
Email: spem@spem.org
www.spem.org
Jornal do Centro de Saúde
www.cscarnaxide.min-saude.pt/jornal/

