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Dr. Biscaia Fraga, cirurgião plástico » Entre a arte e a ciência

2 Dezembro, 2007 0

Recompor uma face destruída num acidente, ou fazer com que uma obesa perca 100 quilos, e corrigir as deformidades geradas pelo grande emagrecimento, como relatamos à frente nesta edição, são alguns dos “milagres” que o Dr. Biscaia Fraga faz habitualmente.

Cirurgião plástico há 23 anos, é o actual director de serviço no Hospital Egas Moniz. Esteve três anos no Instituto Português de Oncologia (IPO), onde conviveu de perto com situações em que a cirurgia plástica é essencial à sobrevivência das pessoas.

Na entrevista que concedeu ao Jornal do Centro de Saúde confessa ter optado por esta especialidade médica por ter ficado “muito impressionado com o carácter reconstrutivo que era necessário, a todos os níveis, nomeadamente físico, orgânico, psicológico e social”.

Há quantos anos é cirurgião plástico?

Sou especialista há 23 anos. Fui clínico geral e estive em cirurgia geral, como é obrigatório. Depois, fiz a especialidade em cirurgia plástica. Trabalhei três anos em Inglaterra e seis meses na Suíça. Estive também três anos no IPO, em Lisboa.

O que o levou a escolher esta especialidade?

Escolhi a especialidade de cirurgia plástica devido à minha passagem pelo IPO. Trabalhei com o Dr. Francisco Gentil Martins. Assisti a mutilações, amputações e a grandes mastectomias. Fiquei muito impressionado com o carácter reconstrutivo que era necessário, a todos os níveis, nomeadamente físico, orgânico, psicológico e social.

Que tipo de cirurgia plástica faz com mais frequência?

Sou director de serviço e coordeno três áreas no Hospital Egas Moniz: a cirurgia plástica, a cirurgia maxilo-facial e a estomatologia. Estas áreas envolvem cerca de 22 especialistas – dezasseis de cirurgia plástica e seis de estomatologia. Os restantes estão em formação, totalizando cerca de 30 médicos. É o serviço com mais internos da especialidade. E muito procurado a nível nacional.

Estas três especialidades estão intimamente ligadas. Por exemplo, uma destruição da face, que é uma situação muito frequente, envolve a cirurgia plástica, para recompor a face, a maxilo-facial que repõe os ossos e os dentes na respectiva anatomia e a estomatologia, para dar sequência a tudo isto. Se fossem especialidades isoladas, a pessoa perderia tempo, pois teria de ser encaminhada para diferentes serviços e especialistas. Esta reunião das especialidades é assim de particular interesse para os cidadãos.

Jornal do Centro de Saúde

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