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Dossier: Diabetes

2 Junho, 2007 0

Factores de Risco:

» As pessoas que têm familiares com diabetes;

» Os obesos ou todos os que se deixam engordar, sobretudo na “barriga”;

» Quem tem a tensão arterial alta ou níveis elevados no sangue de colesterol;

» As mulheres que tiverem diabetes na gravidez ou filhos com um peso à nascença igual ou superior a 4 kgs.;

» Os doentes com doenças do pâncreas ou doenças endócrinas.

Como diagnosticar a diabetes

O diagnóstico é feito através dos sintomas que a pessoa manifesta e é confirmado com análises de sangue. Outras vezes, podem não existir sintomas e o diagnóstico ser feito em exames realizados por outra causa.

Os sintomas relacionados com o excesso de açúcar no sangue aparecem, na diabetes tipo 2, de forma gradual e quase sempre lentamente. Por isso, o início da diabetes tipo 2 é muitas vezes difícil de precisar.

Os sintomas mais frequentes são a fadiga, poliuria (urinar muito e com mais frequência) e sede excessiva. Muitas vezes o doente não apresenta estes sintomas (ou dá-lhes pouca importância) e o diagnóstico é feito por análises de rotina.

Nas análises encontramos uma quantidade de açúcar no sangue aumentada (hiperglicemia) e aparece açúcar na urina (glicosúria).

Pode ser diabético:

» Se tiver uma glicémia ocasional de 200 mg/dl ou superior com sintomas;

» Se tiver uma glicémia em jejum (8 horas) de 126 mg/dl ou superior em duas ocasiões separadas num curto espaço de tempo.

Para medir a concentração de açúcar no sangue obtém-se uma amostra de sangue do doente, que deverá estar em jejum pelo menos 8 horas antes do exame, podendo-se também obter depois de comer. É normal um certo grau de elevação dos valores do açúcar no sangue depois de comer, mas mesmo então os valores não deverão ser muito elevados.

Há outro tipo de análise ao sangue, chamado Prova de Tolerância à Glicose Oral (PTGO), que se realiza em certos casos, como quando se suspeita que uma mulher grávida tem diabetes gestacional. Nesta prova obtém-se uma amostra de sangue em jejum para medir o valor de açúcar e fornece-se ao doente uma solução especial para beber, a qual contém uma quantidade normalizada de glicose. Durante as duas ou três horas seguintes colhem-se várias amostras de sangue e medem-se os valores de glicose no sangue.

Formas de prevenção

A melhor maneira de prevenir a diabetes, é ter um estilo de vida saudável. Fazer uma dieta equilibrada, não aumentar de peso e praticar exercício regularmente. No caso do doente diabético, a educação é a melhor forma de prevenção.

A diabetes é uma situação perpétua, dinâmica e variável. Assim, o diabético tem de conhecer a sua doença: causas, efeitos e riscos – imediatos e a longo prazo.

A educação tem por objectivo treinar alguém na prática de um novo comportamento até que este se torne habitual, isto é, até à criação do hábito. Tem de ser adaptada à situação clínica e ao diabético a quem se dirige (grávida, idoso, etc.).

Os grandes eixos da educação do diabético reportam-se à alimentação (correcto regime alimentar), à autovigilância (peso, glicemias diárias, auto-observação dos pés, etc.), à higiene corporal (cuidados com as unhas, com o calçado, etc.), à tomada de consciência para os sinais de alarme das complicações agudas (hipoglicemia, acidose diabética) e forma de actuar, e à gestão da medicação.

Mitos e Realidades

1. O objectivo principal da dieta do diabético é não comer açúcar!

Não é verdade! A restrição de ingerir açúcar ou açucarados é apenas uma parte da chamada «dieta do diabético».

2. A diabetes tipo 2 é uma doença menos grave que a diabetes tipo 1!

Não é verdade! A diabetes do tipo 2, se não for tratada como deve ser, constitui uma doença tão ou mais grave que a do tipo 1. O que leva à ideia errada de que a diabetes tipo 1 é mais grave, é o facto desta atingir com frequência crianças e jovens e da sua terapêutica estar associada à administração de insulina através de injecções!

3. A Diabetes é provocada pelo açúcar que se ingere!

É falso! Como se sabe, as causas da diabetes são outras, já anteriormente explicadas.

No entanto, o açúcar consumido em excesso pode contribuir para uma alimentação errada e para a obesidade, que por sua vez pode levar ao aparecimento da Diabetes tipo 2.

4. A diabetes do tipo 1 ocorre sempre em crianças e jovens e a Diabetes tipo 2 é exclusiva dos adultos!

Embora seja o habitual nem sempre assim se verifica. Com efeito, metade dos diabéticos adultos não-gordos são, na realidade, do tipo 1 e este tipo de diabetes ocorre, também, em idosos.

Por seu lado, em situações bastante raras de diabetes familiar ou, em casos de obesidade, a diabetes da criança ou do jovem pode ser do tipo 2.

5. A insulina tem de ser injectada nas veias!

A insulina é injectada no tecido subcutâneo através da pele da barriga, das coxas ou dos braços, preferencialmente.

Só em situações de urgência e no hospital, é que pode ser administrada nos músculos ou nas veias (em perfusão contínua).

6. Uma vez iniciada a insulina o corpo habitua-se e não mais se pode deixá-la!

Não é verdade! Este é um dos grandes receios dos diabéticos que necessitam de iniciar a insulina!

O que acontece é que se associa, por vezes, erradamente o conceito de insulino-dependencia com habituação. O diabético insulino-dependente é dependente da insulina porque necessita dela para sobreviver pois o seu corpo (o pâncreas) não a produz. Por outro lado, alguns diabéticos do tipo 2 podem necessitar de tratamento com insulina durante alguns períodos e depois retomar a medicação anterior com comprimidos (por exemplo: diabéticos do tipo 2 que necessitam de ser internados ou que adoecem com outras doenças que os impedem de se alimentar convenientemente ou, ainda aqueles a quem os comprimidos não parecem estar a resultar). As grávidas diabéticas necessitam, por vezes de insulina durante a gravidez e, só muito raramente vêm a necessitar dela fora da gravidez.

7. Já há insulina em comprimidos!

Não é verdade! Não existem outras formas eficazes de administração de insulina sem ser através de «picadas»: seringas, dispositivos tipo canetas ou bombas de infusão contínua.

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