Doença Venosa Crónica
Nos estados iniciais a cirurgia pode ser efectuada em regime ambulatório, sob anestesia local ou loco regional, por procedimento endovascular com LASER através de fibra óptica ou por ressecção das varizes com mini incisões cutâneas. A preocupação dominante do cirurgião vascular nesta patologia é, não só a cura da lesão, mas também o resultado estético.
Nas situações mais avançadas e mais graves, a cirurgia é mais complicada, requerendo anestesia geral ou intradural, do que decorre a necessidade de internamento hospitalar, geralmente por tempo não superior a 24 horas.
Para além do diagnóstico precoce e dos tratamentos adequados, é de realçar a importância das medidas preventivas aplicadas a seu tempo. Com estes procedimentos evitar-se-á não só a progressão da doença para formas de maior gravidade mas também associarmos a estética ao bem-estar.
A importância e dimensão desta doença traduz-se pelo facto de que: 1/3 dos portugueses sofre de doença venosa crónica dos membros inferiores; cerca de 2 milhões de mulheres portuguesas em idade activa sofre de doença venosa; actualmente cerca de 1,5% destes doentes são portadores de úlcera de perna, o que ainda é muito, mas bastante menos que há uns anos, devido ao tratamento precoce e continuado.
Dr. E. Serra Brandão,
Cirurgião Vascular e
Director do Instituto de Recuperação Vascular (IRV)
Saúde em Revista
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