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Doença Inflamatória do Intestino afecta sobretudo pessoas em idade activa

7 Maio, 2009 0

Para assinalar o Dia Europeu da Doença Inflamatória do Intestino, patologia que afecta mais de 13.500 portugueses, a Associação Portuguesa de Doença Inflamatória do Intestino (APDI) realiza uma acção de sensibilização, com distribuição de folhetos informativos sobre a Doença de Crohn e Colite Ulcerosa, uma aula de yoga e um piquenique, no dia 9 de Maio, no Parque da Cidade do Porto.

Pensadas para criar um ambiente de relaxamento e convívio entre os participantes, as actividades são abertas à população em geral e decorrem ao longo do dia, entre as 10.30m e as 17 horas, naquele espaço, ao ar livre, da cidade do Porto.

A Doença Inflamatória do Intestino (DII) engloba duas patologias: Doença de Crohn e Colite Ulcerosa. Manifesta-se, sobretudo, em jovens adultos com idades compreendidas entre os 30 e os 40 anos, e exerce um impacto muito forte na qualidade de vida dos doentes.

Um inquérito realizado pela APDI e pelo GEDII (Grupo de Estudos de Doença Inflamatória do Intestino), em 2007, revela que um terço dos doentes de Crohn e com Colite Ulcerosa sentem dificuldades no dia-a-dia, bem como dores, ansiedade e depressão, realidades que interferem na sua vida pessoal e profissional. A análise revela, ainda, que 10 por cento dos doentes chegaram a perder o emprego devido à doença, uma vez que os sintomas obrigam a ausências prolongadas, consultas médicas e internamentos frequentes. Numa altura em que se o mercado de trabalho vive momentos de crise, estas ausências prolongadas fazem com que muitas entidades patronais contabilizem estas faltas, ainda que justificadas, como factor de ponderação em situações de despedimento.

O tratamento destas patologias passa por terapêuticas escalonáveis que começam com o grupo dos anti-inflamatórios de acção tópica no tubo digestivo, passando depois pelos corticosteróides, pelos imunomodeladores e pela terapêutica biológica (anticorpos anti-TNF), o único tratamento que têm demonstrado uma diminuição do número de cirurgias e internamentos associados à DII. No entanto, a intervenção cirúrgica ainda é a única solução quando há perfurações, abcessos ou estenoses.

A DII não é curável, logo o tratamento deve ser efectuado durante toda a vida. Mas, apesar de ser uma doença crónica, não é classificada como tal no nosso país. Esta é “luta” diária da APDI, conforme refere Ana Sampaio, presidente da APDI “aguardamos pelo reconhecimento oficial da Doença Inflamatória do Intestino como doença crónica, doença já assim classificada pelos médicos”.

Para muitos doentes, a APDI é a única alternativa para conhecer melhor este problema de saúde, sobre o qual a maior parte da população sabe muito pouco. Ana Sampaio afirma que “o primeiro sentimento em relação à doença é o desconhecimento do que é a doença e do que será viver para sempre com ela. Na APDI temos experiência de convivência com a doença. As dores de barriga, a diarreia, o cansaço, a dúvida do futuro, todos nós já passámos por isso. Também temos muita informação escrita e no site www.apdi.org.pt para respondermos as questões destes doentes e dos seus familiares”.

Faça o download do folheto informativo [Documento associado.pdf]

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