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Doença de Paget: Depressa demais

5 Novembro, 2009 0

Outra complicação possível é o desenvolvimento de sarcoma, um tipo de cancro ósseo. É, no entanto, raro, surgindo após muitos anos com a doença.

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Uma doença subdiagnosticada

A doença de Paget é subdiagnosticada, o que se explica pelo facto de nem sempre haver sintomas e de eles serem, inclusive, desvalorizados como uma consequência natural da idade. Além disso, podem confundir-se com os de outra patologia do foro ósseo, como a artrite.

Muitas vezes, o diagnóstico é acidental, na sequência de testes laboratoriais ou radiológicos de rotina ou motivados por outra suspeita clínica. E o raio-X é, precisamente, uma das técnicas utilizadas na identificação da doença, pois expõe eventuais desvios à forma e dimensão dos ossos. Outras técnicas de imagiologia, como a cintigrafia óssea, permitem avaliar a densidade óssea e a progressão da doença.

Em complemento, é realizada uma análise ao sangue para medição de uma enzima envolvida no crescimento normal dos ossos – trata-se da fosfatase alcalina. E se os valores forem mais elevados do que o padrão isso é sinal de que a doença está a fazer danos no esqueleto.

Este teste é, aliás, aconselhado a familiares directos de doentes, dada a possível influência dos genes. O diagnóstico precoce é fundamental para o sucesso do tratamento.

Esta é uma doença crónica, portanto sem cura, mas existem medicamentos eficazes no alívio dos sintomas e na prevenção da progressão da doença. São duas as alternativas terapêuticas disponíveis: à base de bisfosfonatos e de calcitonina.

Ambos visam repor o equilíbrio na renovação óssea, travando a destruição de osso velho e evitando a excessiva formação de osso novo. Anti-inflamatórios não esteróides, para reduzir a inflamação e dor, e paracetamol, para aliviar a dor, são igualmente utilizados. Nalgumas circunstâncias, pode ser necessário recorrer a cirurgia – para substituir articulações danificadas, para realinhar ossos deformados ou diminuir a pressão sobre os nervos e prevenir complicações mais sérias (nomeadamente, quando a doença afecta a coluna ou o cérebro).

A saúde dos ossos passa ainda pelos chamados autocuidados, com destaque para a alimentação e o exercício físico. No que respeita à nutrição, é essencial que forneça as doses adequadas de cálcio e vitamina D – porque o cálcio contribui para fortalecer os ossos e a vitamina D ajuda o organismo a fixar o cálcio. Assim, um adulto necessita de mil gramas de cálcio por dia até aos 50 anos e de 1200 gramas depois disso, além de 400 unidades diárias de vitamina D após os 50 e de mais 200 a partir dos 70. Para atingir estas metas, pode ser necessário tomar suplementos, mas apenas se aconselhados pelo médico.

Quanto à prática de exercício físico, é salutar para todas as pessoas, na medida em que mantém o peso sob controlo, impedindo que o corpo exerça demasiada pressão sobre ossos e articulações. Quem sofre da doença de Paget beneficia de actividade física, mas controlada, de modo a não castigar ainda mais ossos que já são frágeis.

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