Desidratação: Já bebeu água hoje?
Nos casos mais graves, pode ser útil uma administração intravenosa de fluidos para a reposição do equilíbrio electrolítico no organismo.
Edema cerebral, convulsões, choque, falência renal, coma e morte são consequências possíveis de uma desidratação severa. É certo que são desenvolvimentos extremos, evitáveis com a adopção de hábitos saudáveis que permitam manter o equilíbrio da água no organismo.
Ingerir líquidos em abundância (água, chá, sumos, sopas, mas não bebidas cafeinadas) e consumir frutos e vegetais diariamente, pois são uma boa fonte de água, traduzem um comportamento responsável, da mesma forma que se deve procurar adaptar a quantidade de líquidos ao esforço despendido e às condições ambientais: mais calor e humidade requerem mais fluidos, o mesmo acontece em altitude e em espaços interiores aquecidos. Nunca se deve aguardar ter sede para beber água, porque quando ela surge é sinónimo de descompensação do organismo que acciona o alarme, através da sede. Há pessoas que nunca têm sede e até conseguiriam passar um dia inteiro sem beber água.
Simplesmente estariam em risco de desidratação.
O reverso da medalha
Um ponto de equilíbrio é sempre uma virtude. Água a mais é menos frequente, mas possível. Assim, a hiper-hidratação ocorre quando se ingere mais água do que a eliminada pelo organismo, provocando uma diluição excessiva dos electrólitos existentes no sangue. Mas o abuso de água não corresponde a uma hiper-hidratação numa pessoa saudável: seria mesmo preciso beber mais de sete litros e meio por dia, o que é bastante improvável.
O que está na origem do desequilíbrio é a incapacidade dos rins para expelir a água, em consequência, por exemplo, de uma doença renal, cardíaca ou hepática. Daí que as pessoas com estas patologias sejam aconselhadas a limitar a ingestão de água e o consumo de sal. De assinalar, ainda, que os reflexos da hiper-hidratação no plano cerebral podem provocar sintomas como a confusão mental,as convulsões e o coma.
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