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Desidratação: Já bebeu água hoje?

10 Maio, 2013 0

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Muitas vezes, a desidratação pode acontecer sem que haja a sensação de que o organismo necessita de água (sede). Aliás, raramente as pessoas sentem sede, pelo que o melhor barómetro é aferir a quantidade e a cor da urina – pouca urina é um sinal de alarme, tal como um tom amarelo-torrado ou acastanhado. Quanto mais clara a urina, melhor.

 

Factores de risco

Há muitos factores que propiciam uma relação desequilibrada entre a água e os electrólitos, dando azo à desidratação. A ausência de sede é um deles, o que leva muitas pessoas a não beber água adequadamente.

A falta de tempo e limitações no acesso a água potável em abundância podem gerar esquecimento em beber o suficiente. Esta situação é frequente quando se viaja para regiões tropicais, porque muitos dos países não têm um saneamento básico eficiente e é recomendado não beber água corrente, mas apenas fervida ou engarrafada. Trata-se também de países onde a temperatura e a humidade são elevadas, contribuindo para aumentar a necessidade de líquidos – ora estes factores podem conjugar-se para aumentar a vulnerabilidade do organismo.

Calor e humidade são propulsores da transpiração, da mesma forma que a prática de exercício físico ou a febre, quando associada a diarreia e vómitos prolongados. Além de água, há uma perda excessiva de electrólitos, o que pode pôr em causa o correcto funcionamento dos órgãos.

Há situações típicas em que as pessoas podem sofrer de desidratação, mas há corpos mais vulneráveis que outros: é precisamente o caso das crianças e dos idosos, bem como de quem sofre de doenças crónicas. A diarreia, um problema comum na infância, é das principais causas de desidratação entre os mais jovens. Nos idosos, as alterações fisiológicas decorrentes do envelhecimento fazem com que sintam menos sede, tenham menor capacidade para reter a água e maior dificuldade perante mudanças de temperatura.

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Por outro lado, alterações hormonais associadas à menopausa, o uso de determinados medicamentos e doenças crónicas, como a diabetes, ou outras patologias renais e o alcoolismo também podem contribuir para o défice de água.

As crianças e os idosos necessitam de cuidados reforçados em caso de desidratação. Aumentar a ingestão de água pode não ser suficiente, sobretudo se houver sintomas como diarreia persistente, vómitos prolongados, irritabilidade ou desorientação, sonolência ou letargia – será recomendável recorrer a um serviço de saúde. Já se a desidratação for ligeira, beber mais água pode ser suficiente, até porque repor a água perdida é sempre a primeira medida.

Como neste processo de reequilíbrio também se impõe a recolocação dos níveis acertados de sais minerais, pode ser necessário recorrer a uma solução de re-hidratação oral, sobretudo se houver diarreia, vómitos ou febre. Este tipo de solução contém sais minerais juntamente com glucose ou outro hidrato de carbono que facilita a absorção intestinal – atendendo ao risco específico de países menos desenvolvidos, estas soluções devem constar do “kit Farmácia” em determinadas viagens.

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