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Défice líquido

20 Agosto, 2009 0

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Líquidos precisam-se

Sendo mais vulneráveis, as crianças e os idosos requerem cuidados reforçados se apresentarem sinais de desidratação. Não basta aumentar a ingestão de água, sobretudo se houver sintomas como diarreia persistente, vómitos prolongados, irritabilidade ou desorientação, sonolência ou letargia. Este é um quadro que implica o recurso a um serviço de saúde.

Se a desidratação for ligeira pode ser suficiente beber mais água: a reposição dos fluidos perdidos é, aliás, a primeira abordagem terapêutica, ainda que as medidas concretas dependam da idade, da causa e da gravidade da desidratação.

Mas, porque é necessário repor também os sais minerais, pode ser aconselhada a toma de uma solução oral de rehidratação, particularmente adequada se houver diarreia, vómitos ou febre. São soluções que contêm água e sais nas proporções correctas, além de glucose ou outro hidrato de carbono cuja função é facilitar a absorção intestinal.

Tendo em conta o risco acrescido nos destinos turísticos menos desenvolvidos, estas soluções devem fazer parte da farmácia de férias. As situações mais graves requerem outra abordagem, que pode passar pela administração intravenosa de fluidos: desta forma o organismo recebe os nutrientes essenciais mais rapidamente, o que é fundamental para lidar com um problema que pode ameaçar a própria vida.

É que, na verdade, existe este risco. Edema (inchaço) cerebral, convulsões, choque, falência renal, coma e morte são consequências possíveis da desidratação severa. Este é um extremo raro, que se pode prevenir adoptando comportamentos saudáveis que permitam manter o equilíbrio da água no organismo.

São comportamentos como ingerir líquidos em abundância (água, chá, sumos, sopas, mas não bebidas cafeinadas) e consumir frutos e vegetais diariamente – eles são uma boa fonte de água.

Mas também adaptando a quantidade de líquidos ingeridos ao esforço despendido, bebendo a intervalos regulares e continuando a beber mesmo depois de o exercício terminado.

O volume de água ingerida deve ser igualmente adaptado às condições ambientais: mais calor e humidade requerem mais fluidos, o mesmo acontecendo em altitude e em espaços interiores aquecidos. O mesmo cuidado deve ser tido na doença, sobretudo se houver febre.

É importante não esperar pela sede. Ela é um sinal de alarme do organismo, mas nem sempre funciona correctamente: há pessoas que não a sentem e que, teoricamente, poderiam passar um dia inteiro sem beber água. Mas estariam em risco de desidratação, pelo que é preciso beber mesmo sem sede. Litro e meio a dois litros por dia para um adulto saudável. Para permanecer saudável.

 

Água a mais

Não é muito frequente, mas é possível: a hiperhidratação corresponde também a um desequilíbrio, mas em sentido contrário – a água ingerida é mais do que a eliminada pelo organismo. O resultado é uma diluição excessiva dos electrólitos existentes no sangue.

Beber quantidades exageradas de água não conduz a hiper-hidratação numa pessoa saudável: seria mesmo preciso beber mais de sete litros e meio por dia, o que é improvável.

O que conduz a este desequilíbrio é a incapacidade dos rins para excretar a água, em consequência, por exemplo, de uma doença renal, cardíaca ou hepática. Daí que as pessoas com estas patologias sejam aconselhadas a limitar a ingestão de água e o consumo de sal.

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