Consulta Terapêutica Educacional da Diabetes criada no Hospital de Santo António
No início e no fim do processo, os doentes são avaliados analiticamente de modo a ser traçada com maior precisão a sua evolução e de forma a tornarem-se independente no controlo da doença. Até ao momento a consulta já recebeu mais de 120 doentes, dos quais 49% do sexo feminino e 51% do sexo masculino.
Desta forma, a CTED permite uma abordagem global do doente, permitindo identificar e tratar eficazmente problemas de várias ordens que poderão estar na base do mau controlo metabólico. 67% dos doentes que integraram a fase piloto da CTED foram já referenciados aos cuidados do médico de família, “o que significa que após as quatro sessões registam uma melhoria significativa do controlo metabólico e estão aptas a gerir a sua diabetes mellitus“, refere Dra. Isabel Mangas Palma, médica Endocrinologista e responsável pela Consulta Terapêutica Educacional da Diabetes.
A diabetes mellitus tipo 2 tem vindo a aparecer com maior frequência em idades mais jovens, em particular nos países mais desenvolvidos, resultado de excessos alimentares, sedentarismo e obesidade. Começam a aparecer, entre nós, casos de diabetes tipo 2 em idades inferiores aos 20 anos.
São diversos os factores de risco e os principais prendem-se com o facto haver familiares de 1º grau com diabetes, antecedentes de intolerância à glicose, anomalia da glicose em jejum, história de diabetes gestacional, história de macrossomia fetal, hipertensão arterial, dislipidemia, obesidade abdominal, excesso de peso, entre outros.
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