Conhece as suas veias?
Os pacientes devem tratar-se o mais cedo possível e seguir as recomendações do seu médico assistente.
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Principais sintomas
– Sensação de dor (pernas cansadas)
– Edemas da perna e do pé
– «Nos estádios iniciais da doença ou seja, nos períodos pré-varicosos, as veias dilatadas, as varizes, não são evidentes, mas à medida que a doença progride, o seu aparecimento é notório», explica Eduardo Serra Brandão.
Sinais que chamam à atenção
– Pequenas dilatações venosas que vão desde pequenas aranhas (derrames);
– Varicose reticular (varizes mais volumosas semelhantes a uma rede de cor azulada)
– Varizes propriamente ditas (cordões venosos com evidência na perna).
A quem recorrer?
Para o cirurgião vascular, a população, hoje em dia, está bastante mais informada e vai tendo algum conhecimento do que é a doença venosa crónica. «Actualmente, a doença já não é desconhecida, sobretudo graças aos meios de comunicação social», refere. Assim, os doentes procuram ajuda pelos seus próprios meios ou encaminhados por ginecologistas, se nos estivermos a referir às mulheres.
«Ao observar uma paciente ginecologicamente, muitas vezes, o médico detecta que a mesma sofre de doença venosa e encaminha-a para o especialista indicado». Tal situação tem originado uma diminuição do descrédito que era dado à doença no começo da especialidade. Muitos mitos associados à doença venosa crónica não permitiam que as pessoas se tratassem. «Hoje, as pessoas já sabem que os tratamentos são altamente eficazes e têm resultados rápidos, desde que realizados por especialistas correcta e atempadamente. Há muitas situações, sobretudo no homem, mas também na mulher, em que os sinais aparecem antes dos sintomas sem se saber por que motivo isto acontece. Esta é uma doença em que a sintomatologia não está relacionada com a gravidade da situação».
Há casos bastante avançados que não apresentam sintomas e há outros em que a pessoa não tem qualquer tipo de sinal mas já tem dores. «Essas pessoas vão tratar-se mais precocemente e sofrer menos».
Mais de metade das pessoas procura directamente o especialista, até porque o Serviço Nacional de Saúde só aceita as situações mais desenvolvidas, em casos muito graves. Quem tiver necessidade de fazer uma secagem de veias, terá de recorrer ao sector privado.
Tratamento precisa-se!
A partir dos primeiros sintomas, os pacientes devem procurar ajuda. «Devem evitar todas as situações consideradas como factores de risco, como por exemplo, o sedentarismo. Há que fazer exercício físico moderado, evitar longas permanências em pé (a menos que as suas profissões o exijam) e usar contenção elástica, desde que não seja um acto de sacrifício (meias elásticas e collants). Cada caso é um caso. A pílula pode não ter qualquer risco para algumas pacientes e noutras ser completamente proibida», esclarece Eduardo Serra Brandão.
A terapêutica é sugerida consoante o estádio e o tipo de doença. «Em qualquer estádio da doença, a terapêutica medicamentosa com flebotropos e a contenção elástica devem ser instituídas. Quanto aos flebotropos, devem seleccionar-se os que, para além de outras acções terapêuticas, actuam sobre a microcirculação, eliminando assim a sintomatologia e evitando as situações de dermatite, eczema venoso e a úlcera de perna», indica o cirurgião vascular.

