Como enfrentar as ondas de calor
No Verão, mais de quatro milhões e meio de turistas deslocam-se ao Algarve em busca de dias de lazer e das belas praias. Para reforçar a prestação de cuidados de saúde e prevenir a segurança de toda a população, a Administração Regional de Saúde (ARS) do Algarve implementa o Plano de Verão.
A vogal do Conselho de Administração da ARS Algarve, Delegada de Saúde e Coordenadora do Centro Regional de Saúde Pública do Algarve, Dra. Valentina Sousa Tavares, diz-nos como a região se preparou para enfrentar as ondas de calor anunciadas.
De que forma a ARS Algarve se preparou para dar resposta às necessidades das pessoas que visitam a região no Verão?
Tendo em conta que durante os meses de Junho a Setembro procuram a região mais de 4,5 milhões de turistas, a prestação de cuidados de saúde assume particular relevância. Desta forma, a ARS Algarve, I.P. empenhada em dar uma resposta de qualidade e optimizada às necessidades dos que visitam a região neste período, implementa o Plano de Verão, reforçando o número de recursos humanos, através da colaboração de profissionais de saúde sem vínculo ao SNS, num esforço financeiro considerável.
Quais os grupos mais vulneráveis às ondas de calor e quais as medidas que irão ser tomadas para os proteger?
Os grupos mais vulneráveis às ondas de calor são: as crianças, nos primeiros anos de vida; as pessoas idosas e isoladas; os portadores de doenças crónicas (cardiovasculares, respiratórias, renais, diabetes e alcoolismo); obesos; acamados; doentes do foro psiquiátrico; doentes medicamentados, como por exemplo anti-hipertensores, anti-arrítmicos, diuréticos, anti depressivos, neurolépticos; trabalhadores manuais e habitantes de casas degradadas.
Para cada um dos grupos foram elaborados conjuntos de recomendações e medidas que devem ser aplicadas para protecção, por quem os cuida e/ou pelos próprios.
Para minimizar os efeitos das elevadas temperaturas que o próximo verão nos reserva, segundo prevêem especialistas, o Plano de Contingências Regional do Algarve definiu com estratégias prioritárias:
– Monitorização cuidadosa das informações provenientes da Direcção-Geral da Saúde e dos outros indicadores regionais (temperaturas, raios UV, níveis de ozónio e de partículas) de modo a permitir estabelecer e difundir os níveis de alerta (1, 2, 3 ou seja verde, amarelo e vermelho) e implementação das medidas de intervenção correspondentes.
– Reforço de articulação e complementaridade dos planos das diversas unidades de saúde, com cuidadosa monitorização das necessidades e da procura, reforço das equipas de ambulatório, das urgências e dos cuidados domiciliários, racionalização de transportes e continuação do investimento em climatização das unidades de saúde.
– Reforço da articulação e colaboração com as outras instituições da região, visando melhorar a divulgação das recomendações dirigidas aos grupos vulneráveis e a identificação e localização destes, nos concelhos, e ainda a sinalização de abrigos térmicos e criação/manutenção de redes de apoio locais.
Quais as medidas que a população deve tomar em situação de onda de calor?
Nas situações em que se registem altas temperaturas, as pessoas devem seguir os conselhos habituais nestas alturas, ou seja, beber muita água e sumos naturais de preferência sem açúcar, evitando as bebidas alcoólicas, com gás ou cafeína, porque podem provocar desidratação. As refeições devem ser leves com pouca gordura e frescas.
Por outro lado, devem evitar a exposição ao sol entre as 11 e as 16 horas, usando roupa solta e clara, procurando locais frescos e com boa ventilação e nunca deixar crianças, doentes ou pessoas idosas, dentro de veículos expostos ao sol.
Quando andar ao sol, deverão usar protector solar, com elevado índice de protecção, chapéu e óculos escuros.
Além disso, deverá ser prestada especial atenção aos grupos mais vulneráveis ao calor, como bebés, pessoas idosas, isoladas ou com dependência ajudando-as a protegerem-se, nomeadamente, oferecendo água mesmo não tendo sede.
Dra. Valentina Tavares “A ARS Algarve I.P. está empenhada em dar uma resposta de qualidade e optimizada às necessidades dos que visitam a região neste período”.
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