Cancro da próstata com tratamento inovador
O Professor conclui que “este fármaco vem demonstrar que, afinal, se consegue ir mais além da castração com ablação androgénica, ficando assim demonstrado, com este estudo, que os tumores que tinham progredido após ablação androgénica, respondem a esta nova manipulação hormonal e com pouca toxicidade para os doentes, o que é relevante, porque nem sempre se consegue aumento da sobrevivência com qualidade de vida”. Refere ainda que “este fármaco traz assim uma nova esperança, não de cura, mas constituindo uma evolução significativa” e diz ainda que “o estudo foi feito contra placebo, o que demonstra que não há alternativa na actualidade.
Arnaldo Castro Figueiredo questiona-se: “resta saber se este fármaco também poderá vir a ser usado antes da quimioterapia” o que poderia ser importante.
No que se refere aos efeitos secundários, os mais frequentes registados no grupo tratado com abiraterona e no grupo controlo foram: a retenção de fluidos (31% versus 22%), hipertensão (10% versus 8%) e hipocalémia (17% versus 8%).
Tendo em conta os resultados deste ensaio de fase 3, na sua análise interina, O Independent Data Monitoring Committee recomendou que os doentes no grupo controlo, em tratamento com prednisona/prednisolona, transitassem todos para o tratamento com acetato de abiraterona. Esta decisão deveu-se ao facto dos resultados de sobrevivência serem tão expressivos que não seria clinicamente aceitável manter os doentes no grupo controlo.
Sobre o Estudo
Este estudo de fase 3, multicêntrico, aleatorizado e de dupla ocultação, envolveu 147 centros em 13 países. Foram incluídos neste estudo doentes com cancro próstata avançado metastizado previamente tratados com docetaxel (N=1195), alocados aleatoriamente 2:1 para receberem acetato de abiraterona (1000mg uma vez por dia) em associação com prednisona/prednisolona (5 mg duas vezes por dia) (N=797), ou placebo com prednisona/prednisolona (N=398). O objectivo primário do estudo foi determinar a sobrevivência global.
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Sobre o acetato de abiraterona
O acetato de abiraterona é um medicamento de administração oral, em fase final de investigação, desenvolvido para o tratamento de homens com cancro da próstata matastizado avançado, que receberam quimioterapia anterior com docetaxel.
O acetato de abiraterona foi aprovado pela US Food and Drug Administration em Abril de 2011, e na Europa encontra-se em avaliação, por processo acelerado, pela Agência Europeia do Medicamento. A sua aprovação está prevista para Setembro deste ano.
Globalmente, o cancro da próstata, é o segundo tipo de cancro diagnosticado mais frequente nos homens e o quinto em ambos os sexos. Cerca de 900.000 novos casos foram diagnosticados em 2008 no mundo. Também em 2008, mais de 258.000 homens morreram desta doença, um aumento 16 por cento relativamente a 2002.
Sobre a Janssen
A Janssen, Pharmaceutical Companies of Johnson & Johnson, é uma das companhias farmacêuticas de investigação líder a nível mundial, estando presente em todos os continentes. A Janssen está empenhada em descobrir e disponibilizar medicamentos inovadores para necessidades médicas não preenchidas, e desenvolveu ao longo das últimas décadas múltiplas terapêuticas que têm feito a diferença, de forma significativa, nas vidas de doentes com problemas graves de saúde. As áreas chave de actividade incluem a Oncologia, a Psiquiatria, a Neurologia, a, Imunologia, a infecção VIH/SIDA, a Antibioterapia, a Analgesia, as Doenças Fúngicas/Dermatologia, a Gastroenterologia e a Saúde da Mulher.

