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Caminhe na direcção certa: Cuide dos seus pés com o aconselhamento farmacêutico

Os nossos pés são uma obra-prima: cada um deles, com os seus 26 ossos, 19 músculos e 107 ligamentos, está concebido para fazer de nós seres que podem caminhar ou estar sentados, andar sobre superfícies demasiado duras ou moles. Entre o movimento e o repouso estaremos sempre muito mais confortáveis desde que os nossos pés sejam alvo dos nossos cuidados, das nossas atenções. Sabe-se que há crianças que nascem com os dedos tortos ou encavalitados, mas com o crescimento, com o caminhar e brincar, os dedos podem endireitar-se.

Mas ao longo da vida, por negligência ou ignorância, podemos cometer algumas tropelias com os nossos pés: usando calçado apertado, saltos altos, sapatos pontiagudos e forros sintéticos.

Não vale a pena iludir: grande parte dos tormentos a que sujeitamos os nossos pés decorre do uso de calçado impróprio. Há calçado que dificulta a respiração, provoca supurações, frieiras e até problemas de circulação. Os saltos acima dos 2 cm podem provocar mal-estar. Mas também os chinelos de quarto podem deformar os pés, há que os substituir periodicamente e usar calçado, tanto em casa como no exterior, que não aperte os dedos e que não deixe descair o calcanhar.

Em suma, estabeleça uma relação harmoniosa entre o que calça e como anda. Evite sapatos muito bicudos e estreitos, eles podem ser responsáveis pelo aparecimento de joanetes, por exemplo; evite os saltos muito altos ou as solas demasiado rígidas; prefira calçado em couro, e nunca se esqueça que a escolha de calçado requer cuidados para ter os seus pés em forma.

Se for comprar sapatos para os seus filhos: certifique-se que a criança experimenta ambos os sapatos de pé e não sentado; procure comprar os sapatos da parte da tarde, quando o tamanho do pé estiver dilatado; o sapato deverá ser suficientemente largo para que os dedos assentem na sola, sem pressões; o calcanhar deverá assentar bem em cima do tacão, havendo o cuidado de evitar que aperte (assim se irão prevenir bolhas e calosidades). Um conselho que vale para a escolha e manutenção do calçado em todas as idades: usar calçado de couro macio para o pé respirar; de sola maleável para permitir um caminhar normal; de bordo interno rectilíneo, para não forçar o dedo grande; de biqueira redonda, correspondente ao leque formado pelos dedos.

Trate bem o calçado, assim também contribuirá para a saúde dos seus pés: não os ponha a secar junto de uma fonte de calor, causará um maior desgaste, as solas de borracha podem amolecer; não use sempre os mesmos sapatos pois a humidade quente revela-se particularmente favorável ao desenvolvimento de fungos; sempre que possível calce sapatos adequados às situações, seja para conduzir, dar passeios pedestres ou andar na cidade.

[Continua na página seguinte]

Os problemas mais comuns com os nossos pés

A maior parte de nós já sofreu um problema com os pés, desde o pequeno calo, passando pelo pé de atleta, até aos joanetes.

O pé de atleta é uma infecção fúngica contagiosa que se desenvolve principalmente entre os dedos dos pés, primeiramente entre o dedo mais pequeno e o seguinte, onde a pele fica inflamada e avermelhada podendo escamar e originar fissuras e entre dos dedos. Pode também localizar-se debaixo do arco do lado interior do pé, sob a forma de um conjunto de pequenas bolhas contendo um fluido aquoso. Este pé de atleta provoca, regra geral, comichão, a sensação de ardor ou queimadura. Se andar descalço em balneários, piscinas e ginásios, poderá contrair esta micose ou infecção fúngica. Quando não tratado, o pé de atleta pode espalhar-se por toda a planta do pé. No seu tratamento, podem ser aplicados medicamentos, que não prescindem de aconselhamento farmacêutico.

Existem também as micoses das unhas (onicomicose) que se manifestam por unhas endurecidas e grossas onde aparecem manchas na superfície. Evitam-se com bons hábitos higiénicos, como lavar diariamente os pés, não andar descalço em pisos húmidos; preferindo meias de algodão; evitando sapatos excessivamente apertados. Há hoje tratamentos práticos, seguros e eficazes para estas micoses (antifúngicos em verniz, em comprimidos ou cápsulas ou o tratamento com associação de antifúngicos orais e tópicos).

Os calos são provocados sobretudo pelo uso de calçado inapropriado. Para os evitar é essencial o uso de calçado que não seja apertado e que tenha espaço suficiente para os dedos. Importa não esquecer que os sapatos de salto alto podem também estar na origem deste problema. A forma mais comum de tratar os calos é manualmente, com uma pedra-pomes ou uma lima logo a seguir ao banho.

Outro sofrimento comum são as unhas encravadas, que poderão também resultar de calçado apertado ou muitas vezes do mau corte da unha que faz com esta fique arredondada e cresça de forma incorrecta para o interior do dedo. Se não houver tratamento adequado e a tempo, podem ocorrer infecções, a parte afectada torna-se dolorosa, avermelhada e pode haver inchaço com pus.

[Continua na página seguinte]

As deformações nos dedos, em grande parte, podem ser prevenidas pelo uso de calçado confortável. Há tratamentos com “almofadinhas” especiais que ajudam a proteger os dedos dos pés e a corrigir o desalinhamento da articulação.

Estas deformações dão por vários nomes: dedo-martelo, dedo em baqueta, dedo em garra. Em todas estas situações deve consultar-se o mais rapidamente possível um especialista, pois quanto mais tempo passar poderá mesmo ter de se recorrer a soluções cirúrgicas, nos casos mais rebeldes.

 

Uma situação especial, o pé diabético

A diabetes é uma doença crónica. Quando não controlada, é responsável por graves complicações, como sejam a insuficiência renal, a cegueira, as doenças cardiovasculares e até amputações (de dedos dos pés e pernas).

Quando se é diabético, por existir uma perda da sensibilidade, são essenciais cuidados redobrados com os pés, que passam por: observá-los diariamente e recorrer de imediato a uma consulta médica se se notar qualquer pequeno ferimento (ferida, corte, bolhas, unhas encravadas, alteração da cor, inchaço, etc.); a sola dos pés é mais facilmente observada com o auxílio de um espelho; deve haver muito cuidado com o calçado que se usa (que deve ter uma base larga, sem costuras interiores e ser bem ajustado (ou seja, não pode ser largo, apertado ou bicudo); antes de se calçar o sapato deve-se passar a mão por dentro para detectar algumas irregularidade (como rugosidades) pois esta pode causar ferimentos que, por serem indolores, passam despercebidos; os diabéticos devem ter cuidados redobrados quando usam chinelos ou sandálias, devido a uma maior exposição do pé; as meias devem ser de algodão ou lã, para permitir uma maior respiração da pele.

Também a higiene dos pés (lavagem diária) é fundamental, assim como uma secagem suave com uma toalha macia, não esquecendo o espaço entre os dedos. A aplicação de uma loção amaciadora é um cuidado a observar todos os dias para que a pele se mantenha macia e hidratada e se evitem gretas ou outros ferimentos.

[Continua na página seguinte]

As unhas não devem ser cortadas com tesoura, mas sim limadas a direito, de preferência com uma lima de cartão (para evitar ferimentos). Se existirem calos, estes também devem ser limados, estando totalmente contra-indicado o uso de calicidas, qualquer que seja a sua forma.

Os pés não devem ser postos de molho em água quente, porque a pele fica mais frágil e predisposta a feridas. É também totalmente desaconselhado dormir com botijas de água quente, que devem ser removidas à hora de deitar.

O aparecimento de qualquer pequena ferida num pé obriga a uma consulta médica imediata. O diabético não deve tratá-la pelos seus próprios meios.

 

Cuidados com os pés e o aconselhamento farmacêutico

O farmacêutico é regularmente confrontado com doentes que sofrem de problemas nos pés e ali vêm expor as suas queixas e pedir conselho: podem sofrer de hiperidrose (excessiva produção de suor), de joanetes, de micoses, unhas encravadas, podem ser diabéticos que querem saber mais sobre os cuidados com os pés.

Conte com o seu farmacêutico para o informar sobre a importância do pé no seu estado de saúde geral; como, particularmente nesta época de férias, em que as pessoas andam mais e têm propensão para viajar, se deve atender a escolhas cuidadas de calçado confortável e às propriedades de cremes e pós antitranspirantes, a importância de levar no armário de farmácia portátil pensos e desinfectantes para pequenas feridas e bolhas.

Na farmácia encontrará documentação sobre o elementar dos cuidados com os pés, a importância da hidratação ou do corte correcto das unhas. O farmacêutico colabora na melhoria dos cuidados com os doentes diabéticos, contribuindo para a detecção da doença e para o controlo do açúcar no sangue. Neste sentido, o diabético pode recorrer à sua farmácia habitual e pode esclarecer dúvidas quanto aos cuidados com os pés, e que são muitos.

Diabético ou não, o leitor não deve hesitar em usar e abusar do aconselhamento farmacêutico para ter os seus pés cuidados e encarados como a base do seu bem-estar físico.

Mas ao longo da vida, por negligência ou ignorância, podemos cometer algumas tropelias com os nossos pés: usando calçado apertado, saltos altos, sapatos pontiagudos e forros sintéticos.

Não vale a pena iludir: grande parte dos tormentos a que sujeitamos os nossos pés decorre do uso de calçado impróprio. Há calçado que dificulta a respiração, provoca supurações, frieiras e até problemas de circulação. Os saltos acima dos 2 cm podem provocar mal-estar. Mas também os chinelos de quarto podem deformar os pés, há que os substituir periodicamente e usar calçado, tanto em casa como no exterior, que não aperte os dedos e que não deixe descair o calcanhar.

Em suma, estabeleça uma relação harmoniosa entre o que calça e como anda. Evite sapatos muito bicudos e estreitos, eles podem ser responsáveis pelo aparecimento de joanetes, por exemplo; evite os saltos muito altos ou as solas demasiado rígidas; prefira calçado em couro, e nunca se esqueça que a escolha de calçado requer cuidados para ter os seus pés em forma.

Se for comprar sapatos para os seus filhos: certifique-se que a criança experimenta ambos os sapatos de pé e não sentado; procure comprar os sapatos da parte da tarde, quando o tamanho do pé estiver dilatado; o sapato deverá ser suficientemente largo para que os dedos assentem na sola, sem pressões; o calcanhar deverá assentar bem em cima do tacão, havendo o cuidado de evitar que aperte (assim se irão prevenir bolhas e calosidades). Um conselho que vale para a escolha e manutenção do calçado em todas as idades: usar calçado de couro macio para o pé respirar; de sola maleável para permitir um caminhar normal; de bordo interno rectilíneo, para não forçar o dedo grande; de biqueira redonda, correspondente ao leque formado pelos dedos.

Trate bem o calçado, assim também contribuirá para a saúde dos seus pés: não os ponha a secar junto de uma fonte de calor, causará um maior desgaste, as solas de borracha podem amolecer; não use sempre os mesmos sapatos pois a humidade quente revela-se particularmente favorável ao desenvolvimento de fungos; sempre que possível calce sapatos adequados às situações, seja para conduzir, dar passeios pedestres ou andar na cidade.

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Os problemas mais comuns com os nossos pés

A maior parte de nós já sofreu um problema com os pés, desde o pequeno calo, passando pelo pé de atleta, até aos joanetes.

O pé de atleta é uma infecção fúngica contagiosa que se desenvolve principalmente entre os dedos dos pés, primeiramente entre o dedo mais pequeno e o seguinte, onde a pele fica inflamada e avermelhada podendo escamar e originar fissuras e entre dos dedos. Pode também localizar-se debaixo do arco do lado interior do pé, sob a forma de um conjunto de pequenas bolhas contendo um fluido aquoso. Este pé de atleta provoca, regra geral, comichão, a sensação de ardor ou queimadura. Se andar descalço em balneários, piscinas e ginásios, poderá contrair esta micose ou infecção fúngica. Quando não tratado, o pé de atleta pode espalhar-se por toda a planta do pé. No seu tratamento, podem ser aplicados medicamentos, que não prescindem de aconselhamento farmacêutico.

Existem também as micoses das unhas (onicomicose) que se manifestam por unhas endurecidas e grossas onde aparecem manchas na superfície. Evitam-se com bons hábitos higiénicos, como lavar diariamente os pés, não andar descalço em pisos húmidos; preferindo meias de algodão; evitando sapatos excessivamente apertados. Há hoje tratamentos práticos, seguros e eficazes para estas micoses (antifúngicos em verniz, em comprimidos ou cápsulas ou o tratamento com associação de antifúngicos orais e tópicos).

Os calos são provocados sobretudo pelo uso de calçado inapropriado. Para os evitar é essencial o uso de calçado que não seja apertado e que tenha espaço suficiente para os dedos. Importa não esquecer que os sapatos de salto alto podem também estar na origem deste problema. A forma mais comum de tratar os calos é manualmente, com uma pedra-pomes ou uma lima logo a seguir ao banho.

Outro sofrimento comum são as unhas encravadas, que poderão também resultar de calçado apertado ou muitas vezes do mau corte da unha que faz com esta fique arredondada e cresça de forma incorrecta para o interior do dedo. Se não houver tratamento adequado e a tempo, podem ocorrer infecções, a parte afectada torna-se dolorosa, avermelhada e pode haver inchaço com pus.

[Continua na página seguinte]

As deformações nos dedos, em grande parte, podem ser prevenidas pelo uso de calçado confortável. Há tratamentos com “almofadinhas” especiais que ajudam a proteger os dedos dos pés e a corrigir o desalinhamento da articulação.

Estas deformações dão por vários nomes: dedo-martelo, dedo em baqueta, dedo em garra. Em todas estas situações deve consultar-se o mais rapidamente possível um especialista, pois quanto mais tempo passar poderá mesmo ter de se recorrer a soluções cirúrgicas, nos casos mais rebeldes.

 

Uma situação especial, o pé diabético

A diabetes é uma doença crónica. Quando não controlada, é responsável por graves complicações, como sejam a insuficiência renal, a cegueira, as doenças cardiovasculares e até amputações (de dedos dos pés e pernas).

Quando se é diabético, por existir uma perda da sensibilidade, são essenciais cuidados redobrados com os pés, que passam por: observá-los diariamente e recorrer de imediato a uma consulta médica se se notar qualquer pequeno ferimento (ferida, corte, bolhas, unhas encravadas, alteração da cor, inchaço, etc.); a sola dos pés é mais facilmente observada com o auxílio de um espelho; deve haver muito cuidado com o calçado que se usa (que deve ter uma base larga, sem costuras interiores e ser bem ajustado (ou seja, não pode ser largo, apertado ou bicudo); antes de se calçar o sapato deve-se passar a mão por dentro para detectar algumas irregularidade (como rugosidades) pois esta pode causar ferimentos que, por serem indolores, passam despercebidos; os diabéticos devem ter cuidados redobrados quando usam chinelos ou sandálias, devido a uma maior exposição do pé; as meias devem ser de algodão ou lã, para permitir uma maior respiração da pele.

Também a higiene dos pés (lavagem diária) é fundamental, assim como uma secagem suave com uma toalha macia, não esquecendo o espaço entre os dedos. A aplicação de uma loção amaciadora é um cuidado a observar todos os dias para que a pele se mantenha macia e hidratada e se evitem gretas ou outros ferimentos.

[Continua na página seguinte]

As unhas não devem ser cortadas com tesoura, mas sim limadas a direito, de preferência com uma lima de cartão (para evitar ferimentos). Se existirem calos, estes também devem ser limados, estando totalmente contra-indicado o uso de calicidas, qualquer que seja a sua forma.

Os pés não devem ser postos de molho em água quente, porque a pele fica mais frágil e predisposta a feridas. É também totalmente desaconselhado dormir com botijas de água quente, que devem ser removidas à hora de deitar.

O aparecimento de qualquer pequena ferida num pé obriga a uma consulta médica imediata. O diabético não deve tratá-la pelos seus próprios meios.

 

Cuidados com os pés e o aconselhamento farmacêutico

O farmacêutico é regularmente confrontado com doentes que sofrem de problemas nos pés e ali vêm expor as suas queixas e pedir conselho: podem sofrer de hiperidrose (excessiva produção de suor), de joanetes, de micoses, unhas encravadas, podem ser diabéticos que querem saber mais sobre os cuidados com os pés.

Conte com o seu farmacêutico para o informar sobre a importância do pé no seu estado de saúde geral; como, particularmente nesta época de férias, em que as pessoas andam mais e têm propensão para viajar, se deve atender a escolhas cuidadas de calçado confortável e às propriedades de cremes e pós antitranspirantes, a importância de levar no armário de farmácia portátil pensos e desinfectantes para pequenas feridas e bolhas.

Na farmácia encontrará documentação sobre o elementar dos cuidados com os pés, a importância da hidratação ou do corte correcto das unhas. O farmacêutico colabora na melhoria dos cuidados com os doentes diabéticos, contribuindo para a detecção da doença e para o controlo do açúcar no sangue. Neste sentido, o diabético pode recorrer à sua farmácia habitual e pode esclarecer dúvidas quanto aos cuidados com os pés, e que são muitos.

Diabético ou não, o leitor não deve hesitar em usar e abusar do aconselhamento farmacêutico para ter os seus pés cuidados e encarados como a base do seu bem-estar físico.

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