Natal é sinónimo de festa e comunhão, mas também pode ser um tempo de muito stress. São as prendas, as lojas apinhadas, o trânsito caótico, a decoração da casa, a preparação da consoada, a conciliação de convites e familiares… sobretudo quando se deixa tudo para a última hora. O melhor remédio é, pois, planear, planear, planear…
O Natal é, por definição, um tempo de simbolismo. Na tradição cristã celebra-se o nascimento e, por isso mesmo, se reúne a família. Mas a modernidade veio retirar muito deste simbolismo, com o afã comercial – de quem vende e de quem compra – a sobrepor-se.
Continua a partilhar-se uma refeição familiar, mas a troca de prendas é cada vez mais valorizada. E é em torno deste gesto, que há muito deixou de ser simbólico, que se avoluma muito do stress natalício.
Ao contrário dos aniversários, em que há apenas uma pessoa para presentear, nesta altura há familiares e amigos, às vezes colegas de trabalho, outras vezes até pessoas com quem se mantêm relações sociais ou profissionais que se considera ser necessário contemplar nesta época festiva.
E há que procurar a prenda certa para a pessoa certa. Começa então uma cansativa maratona pelas lojas que, para quem trabalha de segunda a sexta, é quase sempre transferida para o fim-de-semana. E quanto mais se adia a compra, mais o stress aumenta: as lojas estão cheias, nos corredores dos centros comerciais as pessoas atropelam-se, no exterior o trânsito convida a paciência redobrada. São filas para escolher, para pagar, para embrulhar, para entrar e sair do estacionamento.
Não admira que haja quem ande com os nervos à flor da pele. Mas há solução e dá pelo nome de planeamento: o primeiro passo é fazer uma lista das pessoas a quem se oferece e daquilo que se oferece; depois há que começar a escolher e comprar o mais cedo possível, aproveitando os momentos mais calmos do dia – a hora de almoço não é boa ideia pois é aproveitada por muitas pessoas, o melhor é ao abrir das lojas, pelas 9 ou 10 horas. O movimento é escasso, a disponibilidade dos funcionários maior, fazem-se melhores compras e mais rapidamente…
E convém ir verificando a lista, para não deixar nada, mesmo nada, para a última hora – é que o dia 23 à noite e o 24 de manhã são os piores em todos os sentidos (está tudo esgotado, ninguém tem paciência, a começar nos clientes ansiosos e nos empregados desejosos de fechar a loja e ir para casa…).
E há sempre a possibilidade de escapar a esta confusão redescobrindo o lado simbólico das prendas de Natal. Porque não dar um toque pessoal a algumas prendas, ao estilo do “faça você próprio”?
É também uma forma de contornar eventuais dificuldades financeiras, motivadas, nomeadamente, pelo actual tempo de crise. A propósito, ninguém vai levar a mal se, este ano, não houver prendas para trocar com todos.
[Continua na página seguinte]
Planeie, planeie
Voltando ao planeamento: ele é também o melhor dos aliados no que toca aos preparativos para a consoada. Receber familiares em casa dá trabalho, antes, durante e depois. Pense nisso com tempo. Convide e confirme as presenças com antecipação, de modo a organizar a refeição.
Faça as compras o mais cedo possível, deixando apenas de fora os produtos frescos. E pense em pratos que possam ser confeccionados com alguma antecedência, para não ser preciso estar na cozinha quando os convidados chegarem. E se os convidados forem muitos porque não desafiá-los a contribuir para a ceia? É uma boa forma de aliviar a despesa e também uma forma de fomentar o convívio e a partilha.
E para aliviar o stress peça ajuda. Ninguém consegue fazer tudo sozinho ou, se consegue, corre o risco de ficar tão cansado que não desfruta da festa. Para não chegar ao dia 26 a dizer “Natal na minha casa, nunca mais!” divida as tarefas: afinal, não há super-heróis! Além disso, o Natal é tradicionalmente um momento de partilha. É a celebração da família, do afecto, quer tenha ou não um cunho religioso.
Dar a volta a um Natal menos feliz
No tempo em que vivemos, abundam motivos passíveis de contribuir para um Natal menos feliz.
O divórcio quando existem filhos é um deles. É comum a alternância entre os pais, com os filhos a passarem um Natal com um e o seguinte com outro. Nem sempre esta regra é pacífica, gerando-se conflitos que causam angústia nos adultos e nas crianças. Há que chegar a um consenso e explicá-lo às crianças.
E o pai que fica sem os filhos pode sempre celebrar com eles um Natal antecipado ou adiado: o que importa não é a data, é a festa, o estarem juntos – para as crianças, um Natal fora de horas pode até ser uma aventura divertida…
Outro motivo que alimenta a tristeza nesta altura do ano é a coincidência do Natal com a morte de alguém próximo. A ausência torna-se mais dolorosa, mas é importante não deixar a dor vencer: para isso, nada melhor do que estar com familiares ou amigos, só é que não!
Também o desemprego pode ser uma porta aberta para o isolamento e a depressão: mais uma vez, a resposta está nos outros, nem que seja para algumas horas de bem-estar, sem margem para pensamentos negativos.
Há quem não valorize o Natal e fuja das reuniões familiares. Uma boa alternativa, se as finanças o permitirem, é fazer férias, procurar paragens sem esta tradição cristã.
O Natal é, por definição, um tempo de simbolismo. Na tradição cristã celebra-se o nascimento e, por isso mesmo, se reúne a família. Mas a modernidade veio retirar muito deste simbolismo, com o afã comercial – de quem vende e de quem compra – a sobrepor-se.
Continua a partilhar-se uma refeição familiar, mas a troca de prendas é cada vez mais valorizada. E é em torno deste gesto, que há muito deixou de ser simbólico, que se avoluma muito do stress natalício.
Ao contrário dos aniversários, em que há apenas uma pessoa para presentear, nesta altura há familiares e amigos, às vezes colegas de trabalho, outras vezes até pessoas com quem se mantêm relações sociais ou profissionais que se considera ser necessário contemplar nesta época festiva.
E há que procurar a prenda certa para a pessoa certa. Começa então uma cansativa maratona pelas lojas que, para quem trabalha de segunda a sexta, é quase sempre transferida para o fim-de-semana. E quanto mais se adia a compra, mais o stress aumenta: as lojas estão cheias, nos corredores dos centros comerciais as pessoas atropelam-se, no exterior o trânsito convida a paciência redobrada. São filas para escolher, para pagar, para embrulhar, para entrar e sair do estacionamento.
Não admira que haja quem ande com os nervos à flor da pele. Mas há solução e dá pelo nome de planeamento: o primeiro passo é fazer uma lista das pessoas a quem se oferece e daquilo que se oferece; depois há que começar a escolher e comprar o mais cedo possível, aproveitando os momentos mais calmos do dia – a hora de almoço não é boa ideia pois é aproveitada por muitas pessoas, o melhor é ao abrir das lojas, pelas 9 ou 10 horas. O movimento é escasso, a disponibilidade dos funcionários maior, fazem-se melhores compras e mais rapidamente…
E convém ir verificando a lista, para não deixar nada, mesmo nada, para a última hora – é que o dia 23 à noite e o 24 de manhã são os piores em todos os sentidos (está tudo esgotado, ninguém tem paciência, a começar nos clientes ansiosos e nos empregados desejosos de fechar a loja e ir para casa…).
E há sempre a possibilidade de escapar a esta confusão redescobrindo o lado simbólico das prendas de Natal. Porque não dar um toque pessoal a algumas prendas, ao estilo do “faça você próprio”?
É também uma forma de contornar eventuais dificuldades financeiras, motivadas, nomeadamente, pelo actual tempo de crise. A propósito, ninguém vai levar a mal se, este ano, não houver prendas para trocar com todos.
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Planeie, planeie
Voltando ao planeamento: ele é também o melhor dos aliados no que toca aos preparativos para a consoada. Receber familiares em casa dá trabalho, antes, durante e depois. Pense nisso com tempo. Convide e confirme as presenças com antecipação, de modo a organizar a refeição.
Faça as compras o mais cedo possível, deixando apenas de fora os produtos frescos. E pense em pratos que possam ser confeccionados com alguma antecedência, para não ser preciso estar na cozinha quando os convidados chegarem. E se os convidados forem muitos porque não desafiá-los a contribuir para a ceia? É uma boa forma de aliviar a despesa e também uma forma de fomentar o convívio e a partilha.
E para aliviar o stress peça ajuda. Ninguém consegue fazer tudo sozinho ou, se consegue, corre o risco de ficar tão cansado que não desfruta da festa. Para não chegar ao dia 26 a dizer “Natal na minha casa, nunca mais!” divida as tarefas: afinal, não há super-heróis! Além disso, o Natal é tradicionalmente um momento de partilha. É a celebração da família, do afecto, quer tenha ou não um cunho religioso.
Dar a volta a um Natal menos feliz
No tempo em que vivemos, abundam motivos passíveis de contribuir para um Natal menos feliz.
O divórcio quando existem filhos é um deles. É comum a alternância entre os pais, com os filhos a passarem um Natal com um e o seguinte com outro. Nem sempre esta regra é pacífica, gerando-se conflitos que causam angústia nos adultos e nas crianças. Há que chegar a um consenso e explicá-lo às crianças.
E o pai que fica sem os filhos pode sempre celebrar com eles um Natal antecipado ou adiado: o que importa não é a data, é a festa, o estarem juntos – para as crianças, um Natal fora de horas pode até ser uma aventura divertida…
Outro motivo que alimenta a tristeza nesta altura do ano é a coincidência do Natal com a morte de alguém próximo. A ausência torna-se mais dolorosa, mas é importante não deixar a dor vencer: para isso, nada melhor do que estar com familiares ou amigos, só é que não!
Também o desemprego pode ser uma porta aberta para o isolamento e a depressão: mais uma vez, a resposta está nos outros, nem que seja para algumas horas de bem-estar, sem margem para pensamentos negativos.
Há quem não valorize o Natal e fuja das reuniões familiares. Uma boa alternativa, se as finanças o permitirem, é fazer férias, procurar paragens sem esta tradição cristã.