Fígado e Álcool: Quanto podemos beber sem risco? - Médicos de Portugal

A carregar...

Fígado e Álcool: Quanto podemos beber sem risco?

11 Abril, 2009 0

Sempre que consumimos bebidas alcoólicas, o álcool é absorvido no tubo digestivo e segue directamente para o fígado. O consumo de álcool excessivo pode levar a três tipos de doença: o fígado gordo (esteatose), a hepatite e a cirrose.

O fígado possui a capacidade de metabolizar, isto é, de destruir o álcool. As células do fígado conseguem transformar o álcool em produtos não tóxicos que depois são eliminados. Mas esta capacidade do fígado não é ilimitada.

O fígado pode tolerar uma pequena quantidade de álcool diariamente. Porém, se o consumo for excessivo pode levar à falência de praticamente todos os órgãos: no fígado, pâncreas, coração, alterações sexuais como impotência e a alguns tipos de cancro.

A ingestão de bebidas alcoólicas não está apenas associado a morte por doença. O número de mortes directa ou indirectamente associadas ao consumo de bebidas alcoólicas tem vindo a aumentar. Estima-se que de um a dois, em cada quatro ou cinco acidentes de viação, estejam directamente relacionados com o consumo de bebidas alcoólicas.

 

Doenças do fígado

No capítulo das doenças, podemos considerar três principais patologias, em virtude da ingestão exagerada de bebidas alcoólicas:

– A esteatose ocorre sempre em bebedores habituais. As células do fígado passam a estar cheias de gordura (lípidos). O fígado fica sensível a outros tóxicos e a manutenção do consumo promove a evolução para as fases seguintes;

– A hepatite alcoólica: nesta fase já existe inflamação que, se for ligeira, pode não causar sintomas. As formas mais graves condicionam sintomas, por vezes exuberantes, e podem mesmo levar à morte por falência do fígado;

– A cirrose hepática: o fígado normal fica substituído por fibrose (cicatrizes). Este processo é progressivo. Os hepatócitos vão morrendo e o fígado vai perdendo gradualmente a sua função. A cirrose leva à falência hepática, em o fígado deixa de ser capaz de desempenhar as suas funções. A situação é praticamente irreversível.

[Continua na página seguinte]

Do diagnóstico ao tratamento

O médico pode diagnosticar a presença de doença alcoólica do fígado pela história clínica e ao detectar alterações no exame objectivo (por exemplo, o fígado aumentado, ascite). Identifica alterações nas análises do fígado (as provas hepáticas) e noutros exames (por exemplo, ecografia, biopsia hepática, endoscopia, etc.)

A única forma de tratar a doença hepática alcoólica é pela total abstenção de beber álcool. O consumo define-se através de “unidades de bebida”: Cada unidade de álcool corresponde a 10 ml (1 cl) por volume ou 8 g de álcool puro. Por exemplo, um copo de vinho (12%) de 125 ml corresponde a 1 unidade e meia.

Quanto mais acima dos limites for o consumo, maior a probabilidade de desenvolvimento de doença hepática alcoólica. De um modo geral, quanto maior for a quantidade de álcool consumida e maior a duração do consumo maior é o risco de cirrose.

 

Consumos máximos por dia:

Os consumos permitidos, e para os quais o risco de desenvolvimento de doença alcoólica do fígado é mínimo, são:

Páginas: 1 2

ÁREA RESERVADA

|

Destina-se aos profissionais de saúde

Informações de Saúde

Siga-nos

Copyright 2017 Médicos de Portugal por digital connection. Todos os direitos reservados.