Álcool & pâncreas: Relações perigosas
Outras possibilidades são a formação de quistos e abcessos. Um risco significativo é o de insuficiência respiratória: é que as alterações químicas no organismo podem afectar a função pulmonar, fazendo com que o oxigénio no sangue desça para níveis perigosos.
Pode haver também insuficiência renal. Potencialmente fatal é o choque, resultante da descida da pressão arterial a um nível tal que os órgãos ficam incapazes de desempenhar as suas tarefas.
A estas complicações juntam-se outras na pancreatite crónica, nomeadamente a possibilidade de formação de pseudo-quisto (acumulação de fluido pancreático em ducto obstruído) que acontece em 25 por cento dos casos.
Desnutrição e perda de peso são problemas reais, na medida em que a falta de enzimas digestivas afecta a absorção dos nutrientes.
No mesmo campo situa-se a diabetes, uma consequência possível das lesões nas células produtoras de insulina. O cancro do pâncreas é mais frequente nos doentes com pancreatite crónica.
O pâncreas é uma glândula vital para o funcionamento do corpo humano, desempenhando funções essenciais para a digestão e o metabolismo. Os danos nele produzidos podem, em última instância, ser fatais, pelo que mais vale prevenir.
Reduzir o risco
Nem sempre é possível prevenir a pancreatite, mas é possível reduzir o risco:
• Evitando o consumo excessivo de álcool – o álcool é a principal causa da pancreatite crónica;
• Limitando a ingestão de gorduras – uma dieta rica em gorduras pode aumentar o risco de formação de cálculos;
• Deixando de fumar – o tabaco aumenta o risco, sobretudo se associado ao álcool.
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