A cirrose também surge com perturbações cardíacas
Tratamentos e transplante
Não existe cura para a cirrose. Em primeiro lugar, o tratamento consiste no abandono dos agentes tóxicos que provocaram a doença, como o álcool. Deve também iniciar-se uma dieta adequada, que inclua um suplemento de vitaminas. Posteriormente, é feito o tratamento das complicações à medida que vão aparecendo.
A probabilidade de estagnação da cirrose é menor nos casos que apresentam complicações graves, como os vómitos de sangue, a ascite ou as alterações das funções do cérebro (encefalopatia).
O aparecimento de um cancro hepático é mais frequente nas pessoas com cirrose causada por infecções crónicas do vírus da hepatite B ou C. Mas o aparecimento de cancro hepático em indivíduos com cirrose causada pelo abuso de álcool também é possível.
O transplante de fígado pode ajudar um doente com cirrose avançada, mas, se este continuar a consumir álcool em excesso ou se a causa da doença não for modificada. o fígado transplantado também poderá desenvolver cirrose.
No entanto, o transplante de fígado acarreta alguns perigos. Para evitar os riscos, deve encontrar-se um bom dador, apesar dos riscos de rejeição estarem sempre presentes. As complicações começam na própria cirurgia com as alterações da hemóstase, metabólicas e hemodinâmicas.
«Após a cirurgia, e na Unidade de Cuidados Intensivos (UCI), há o risco do mau funcionamento do enxerto, a trombose da artéria hepática ou a sépsis» afirma Carlos Monteverde. Podem, ainda, ocorrer as complicações imunológicas e bacterianas. «Outras complicações a longo prazo são a HTA, a hiperlipidemia, a obesidade, recorrência da doença primitiva, o carcinoma hepatocelular, a hepatite auto-imune, etc.», acrescenta o especialista.

