Uma em cada quatro mulheres com mais de 45 anos nunca consultou um médico sobre osteoporose - Médicos de Portugal

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Uma em cada quatro mulheres com mais de 45 anos nunca consultou um médico sobre osteoporose

9 Outubro, 2008 0

De acordo com um estudo promovido pela Associação Nacional Contra a Osteoporose (APOROS) e pela Liga Portuguesa Contra as Doenças Reumáticas (LPCDR), 25.7 por cento das mulheres com mais de 45 anos nunca consultou um médico para falar sobre osteoporose, apesar da esmagadora maioria das mulheres (92.3 por cento) considerar a osteoporose uma doença incapacitante.

O presidente da LPCDR, Prof. Jaime Branco, alerta para a preocupação com estes dados novos, “a visita tardia ao médico justifica-se pelo facto da osteoporose ser uma doença silenciosa, pelo que se pode passar inúmeros anos sem sintomas. O mesmo acontece nas doentes medicadas que quando não sentem sintomas abandonam a sua medicação, mas estas atitudes podem ter consequências muito graves para a mulher, como fracturas”.

O estudo revela também que 6 por cento das mulheres acima dos 45 anos que afirmam ter osteoporose ainda não consultou um médico sobre a doença e que 24.6 por cento das mulheres inquiridas não está a fazer tratamento.

Por outro lado, mais de metade das mulheres com osteoporose a tomar medicamentos vê vantagens em tomar um único comprimido mensal (58.2 por cento) e a esmagadora maioria (77.5 por cento) admite mesmo que, se pudesse escolher, preferia um único comprimido por mês em vez de toma semanal ou diária.

De acordo com o Prof. Jaime Branco, médico reumatologista, “um dos principais problemas nas doentes com osteoporose é o abandono dos tratamentos receitados pelos médicos, o que pode ter consequências graves como por exemplo as fracturas. A oferta de um maior número de possibilidades terapêuticas como o tratamento mensal pode reduzir a percentagem de abandonos das mulheres à terapêutica”.

Entre os principais factores de risco da osteoporose as mulheres destacam a alimentação deficiente (86.2 por cento), a menopausa (85.2 por cento), a idade (76.4 por cento), e a falta de exercício (75.2 por cento).

Para a Dra. Viviana Tavares, médica reumatologista e presidente da APOROS, “apesar de dois factores de risco modificáveis serem bem compreendidos (a alimentação e o exercício), existem outros factores de igual importância que não estão a ser bem percebidos pelas mulheres. É o caso do tabagismo, do alcoolismo, da história familiar, ou mesmo do baixo peso, que foram referidos no estudo por menos de 30 por cento das inquiridas. Estas conclusões são preocupantes e mostram-nos que a auto-avaliação do risco é deficiente”.

Em relação aos sintomas da doença o estudo revela que 32.4 por cento das mulheres acima dos 45 anos associa a osteoporose a dores em geral, 18.6 por cento associa a dores ósseas, 9 por cento a dificuldade de movimentos e 7 por cento a fracturas.

Por outro lado, a esmagadora maioria das mulheres considera que as dores ósseas (93.6 por cento), as fracturas (87.8 por cento) e a dificuldade de andar (86.6 por cento) são as principais consequências da osteoporose.

De acordo com a Dra. Viviana Tavares, “reconhecemos que é muito positivo as mulheres identificarem que as fracturas são uma das principais consequências desta doença e que esse risco é superior em caso de presença de osteoporose”.

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