Um avanço na área de oncologia » Vacinação dirige a luta contra o cancro do colo do útero
Tratamento para lesões pré-cancerigenas mantém-se insuficiente.
De acordo com o Prof. Iversen, aproximadamente 95 000 novos casos de cancro do colo do útero invasivo são registados anualmente nos países desenvolvidos e 5-10 vezes nas mulheres que recebem tratamento cirúrgico para percursores de cancro (CIN2 e 3) todos os anos.
“ Estudos recentes indicam que o tratamento destas lesões pré-cancerígenas podem ter efeitos negativos, incluindo um aumento do risco de aborto espontâneo e de parto prematuro em mulheres que, subsequentemente, engravidem”, acrescenta o Prof. António Casado, do Hospital Universitário de San Carlos, Madrid, Espanha.
A cirurgia extensiva também pode ser necessária para o tratamento de cancro do colo do útero invasivo mesmo em estádios precoces da doença.
“O cancro do colo do útero é uma doença agressiva e a eficácia dos tratamentos disponíveis é limitada”, conclui o Prof. Casado “A qualidade de vida é inevitavelmente prejudicada pela cirurgia e pelos seus possíveis impactos na fertilidade, assim como o facto de poder levar à menopausa precoce e, como consequência, à osteoporose. As funções do tracto sexual e urinário também podem ser prejudicadas por este tratamento”.
A prevenção primária através da vacinação é a primeira forma de defesa.
Como o cancro do colo do útero é causado pelo papilomavírus humano, a Sanofi Pasteur MSD desenvolveu uma vacina quadrivalente de papilomavírus humano (tipos 6, 11, 16, 18) de forma a proporcionar uma prevenção primária para as lesões precoces do cancro do colo do útero.
Num estudo fase III de eficácia de larga escala, esta vacina quadrivalente (tipos 6, 11, 16, 18) demonstrou recentemente 100% de eficácia contra a incidência combinada de CIN2/3 lesões pré-canceringenas e Adenocarcinoma In Situ (AIS) relacionado com os tipos 16&18 de papilomavírus humano num período de dois anos.
A prevenção de CIN2/3 e AIS como percursores de cancro cervical **** indicam que a vacina quadrivalente deverá prevenir cancro do colo do útero efectivamente, portanto deverá ser um importante avanço na oncologia. “A vacinação representa uma interessante e nova abordagem na prevenção desta doença extremamente agressiva” disse o Prof. Roland Bugat, do Instituto Nacional de Cancro, em França.
“As autoridades de saúde deverão considerar programas de vacinação apropriados que conduzirão a um considerável progresso na redução tanto dos índices de incidência como de mortalidade por cancro do colo do útero”, conclui na conferência.
* Com um intervalo de 96,97% (CI) of [76 – 100] n = 12,167
** Intra-epitelial cervical neoplasia
*** União Eurpeia 25 membros mais a Islândia, a Noruega e a Suiça
**** Por razões éticas não foi considerado apropriado escolher o próprio cancro cervical como fundamento para demonstrar a eficácia contra o cancro cervical. Isto significaria permitir que as mulheres no estudo clínico progredissem ao estádio do cancro cervical. Assim, foram escolhidas as lesões cervicais pré-cancerígenas (CIN2&3) e AIS como fundamentos apropriados para o desenvolvimento clínico da vacina quadrivalente de papilomavírus humano.
Sobre a Sanofi Pasteur MSD
A Sanofi Pasteur MSD é uma joint venture entre a Sanofi Pasteur, a divisão de vacinas da sanofi-aventis, e Merck & Co., Inc. Combinando a inovação com a perícia, a Sanofi Pasteur MSD é a única empresa na Europa dedicada exclusivamente às vacinas.
Sanofi Pasteur MSD utiliza a experiência no campo da investigação da sanofi Pasteur e Merck & CO., Inc., juntamente com as suas equipas de todo o mundo, para focar no desenvolvimento de novas vacinas para a Europa, com a finalidade de alargar a protecção a outras doenças e aperfeiçoar as vacinas existentes por forma a melhorar a sua aceitabilidade, eficácia e tolerabilidade.

