Um avanço na área de oncologia » Vacinação dirige a luta contra o cancro do colo do útero
* Com um intervalo de 96,97% (CI) of [76 – 100] n = 12,167
** Intra-epitelial cervical neoplasia
*** União Eurpeia 25 membros mais a Islândia, a Noruega e a Suiça
**** Por razões éticas não foi considerado apropriado escolher o próprio cancro cervical como fundamento para demonstrar a eficácia contra o cancro cervical. Isto significaria permitir que as mulheres no estudo clínico progredissem ao estádio do cancro cervical. Assim, foram escolhidas as lesões cervicais pré-cancerígenas (CIN2&3) e AIS como fundamentos apropriados para o desenvolvimento clínico da vacina quadrivalente de papilomavírus humano.
Sobre a Sanofi Pasteur MSD
A Sanofi Pasteur MSD é uma joint venture entre a Sanofi Pasteur, a divisão de vacinas da sanofi-aventis, e Merck & Co., Inc. Combinando a inovação com a perícia, a Sanofi Pasteur MSD é a única empresa na Europa dedicada exclusivamente às vacinas.
Sanofi Pasteur MSD utiliza a experiência no campo da investigação da sanofi Pasteur e Merck & CO., Inc., juntamente com as suas equipas de todo o mundo, para focar no desenvolvimento de novas vacinas para a Europa, com a finalidade de alargar a protecção a outras doenças e aperfeiçoar as vacinas existentes por forma a melhorar a sua aceitabilidade, eficácia e tolerabilidade.
Adicionalmente, a vacina pode melhorar consideravelmente a gestão do cancro do colo do útero e, consequentemente, diminuir o peso da doença nos Sistemas de Saúde Pública na Europa.
Esta é a conclusão dos peritos europeus em cancro do colo do útero durante uma conferência de imprensa com cerca de uma centena de jornalistas europeus organizada pela Sanofi Pasteur MSD na Conferência Europeia do Cancro (ECCO), em Paris, França.
Tendo em conta o peso que é esta doença, os especialistas sublinharam que todos os dias 40 mulheres morrem de cancro cervical na Europa. Em Portugal, verifica-se a maior incidência de cancro do colo do útero entre os restantes países da União Europeia, cerca de 17 casos por cada 100 mil habitantes, com 958 novos casos por ano.
Apesar dos progressos médicos recentes e monitorização, o cancro do colo do útero continua a ser a segunda causa mais comum de cancro (depois do cancro da mama) entre as mulheres jovens (15-44 anos) na Europa.
Muitas mulheres recebem tratamentos como a cirurgia, quimioterapia e radioterapia que podem ter efeitos negativos, por exemplo, a esterilidade ou um risco acrescido de aborto espontâneo em mulheres que, subsequentemente, engravidem.
Estas dificuldades foram discutidas à luz de resultados recentes que a vacina quadrivalente contra o papilomavírus humano (tipos 6, 11, 16, 18) em desenvolvimento demonstrou uma eficácia de 100%* contra a incidência combinada de lesões pré-cancerígenas (CIN**2&3) e Adenocarcinoma In Situ (AIS) relacionada com os tipos 16&18 de papilomavírus humano numa larga escala na fase III do estudo clínico.
O cancro do colo do útero persiste apesar de programas de rastreio.
“Embora a incidência de cancro do colo do útero invasivo tenha diminuído num número de países europeus onde foram institucionalizados os programas de rastreio, a doença ainda tem um impacto considerável mesmo nesses países”, disse o Prof. Ole-Erik Iversen do Hospital de Haukeland, Universidade de Bergen, Noruega.
“Isto porque os programas de rastreio envolvem esforços extensivos e sustentados das mulheres individualmente, bem como de instituições e autoridades de saúde”, acrescentou o Prof. Iversen. Para ele, esta é uma das razões porque a incidência de cancro do colo do útero permanece elevada na Europa*** com, por exemplo, 33 0000 novos casos e 15 000 mortes registadas em 2002.
“Além do mais, o nível de sensibilidade do rastreio difere do tipo de cancro do colo do útero”, explicou o Prof. Iversen. Mais precisamente, os menos comuns dos Adenocarcinomas não são detectados de forma tão efectiva como o habitual carcinoma escamoso do colo.
“A vacinação não vai substituir o rastreio mas será utilizada como prevenção primária, enquanto o rastreio continuará a desempenhar o seu papel na prevenção secundária”, conclui o Prof. Iversen.

