Terapêuticas biológicas promovem maior qualidade de vida a doentes com artrite reumatóide - Médicos de Portugal

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Terapêuticas biológicas promovem maior qualidade de vida a doentes com artrite reumatóide

5 Abril, 2011 0

A artrite reumatóide (AR) afecta mais mulheres que homens. Qual é a explicação para tal realidade? Embora várias hipóteses sejam levantadas, nomeadamente factores genéticos, nenhuma é absolutamente conclusiva.

Qual a prevalência da doença em Portugal?

Estima-se que a prevalência se situe entre os 0,3 e os 0,4 por mil habitantes, o que em números absolutos, se traduzirá em 30 a 40.000 doentes em Portugal. No entanto, a resposta a esta pergunta será mais correcta quando terminado o primeiro estudo sobre a prevalência das Doenças Reumáticas em Portugal – EpiReumaPt – que a Sociedade Portuguesa de Reumatologia vai promover, sob a coordenação do Prof. Jaime Branco.

 

Quais os sinais de alerta da artrite reumatóide?

A AR é uma doença inflamatória das articulações, envolvendo-as, caracteristicamente, de forma bilateral e simétrica e fazendo-se acompanhar de rigidez matinal superior a meia hora. No sentido, no entanto, de não atrasarmos o diagnóstico, qualquer articulação dolorosa, acompanhada de tumefacção, sem causa traumática, deve levar à procura de uma consulta de Reumatologia.

 

Quando é que uma pessoa com os primeiros sintomas deve procurar ajuda especializada?

Tão rapidamente quanto lhe seja possível. O atraso no diagnóstico pode ter consequências importantes, nomeadamente na destruição articular e na perda da função.

Três meses no atraso diagnóstico e na introdução de terapêutica adequada pode ser o tempo suficiente para que ocorram lesões destrutivas articulares com carácter irreversível. Foi precisamente para evitar que isso ocorresse, que se definiu o conceito de “Artrite Inicial” (AI) e se desenvolveram clínicas de “Artrite Inicial”.

Denomina-se de “Artrite Inicial” qualquer forma de artropatia inflamatória com mais de seis semanas de evolução. A AI pode evoluir para qualquer tipo de doença reumática, inclusivamente, a AR.

 

Uma vez diagnosticada a doença, qual é o tratamento mais adequado (a nível farmacológico e não só)?

Para além da educação do doente relativamente à sua doença, as terapêuticas modificadoras da evolução da doença, habitualmente designadas de DMARD’s, são a primeira linha de tratamento. De entre os DMARD’s, o Metotrexato é, neste momento, a terapêutica de primeira escolha no tratamento dos doentes com artrite reumatóide.

Uma vez atingida a dose máxima utilizada para este fármaco ou a dose tolerada pelo doente, recorre-se às terapêuticas biológicas. Os anti-inflamatórios não esteróides e os corticosteróides, para além da reabilitação, são terapêuticas adjuvantes importantes.

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Quais as mais-valias dos medicamentos biológicos nestes doentes?

As terapêuticas biológicas representaram um salto qualitativo muito importante nestes doentes. Para além do alívio sintomático, permitem a inibição da progressão do dano articular e da sua consequente destruição. Melhoraram de forma exponencial a qualidade de vida dos doentes, nomeadamente os portadores de AR, permitindo numa percentagem significativa deles a remissão da sua doença.

Um doente com AR pode ter uma vida normal ou sofre algum condicionamento?

Na fase de doença não tratada, as limitações são muitas e verdadeiramente angustiantes: a incapacidade para abotoar uma peça de roupa, atar os sapatos, pentear-se ou levar a comida à boca são disso exemplo.

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