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Próstata sem receios…

21 Março, 2014 0

 

Um toque de prevenção

Se iniciado logo após um diagnóstico precoce, o tratamento pode assegurar uma elevada taxa de sobrevivência.

Mas, para tal, é fundamental que o homem vença os receios associados ao rastreio. Receios que se relacionam, muitas das vezes, com um dos exames disponíveis para avaliarem o estado de saúde da próstata – o toque rectal.

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Necessário porque a próstata não é observável directamente, consiste, como o nome indica, no toque da glândula através do recto. Desta forma o médico consegue palpar a próstata e avaliar a sua textura, tamanho e forma. Se detectar anomalias, pedirá exames complementares, nomeadamente uma biopsia, que consiste na remoção de uma porção minúscula de tecido para análise laboratorial.

A prevenção passa também por uma simples análise ao sangue para medir os níveis de PSA – o antigénio específico da próstata. Este antigénio é produzido normalmente pela glândula para ajudar a tornar o sémen mais líquido. Apenas uma pequena quantidade circula na corrente sanguínea, pelo que níveis mais elevados do que o normal podem indiciar anomalias.

Estes dois exames – o toque rectal e a determinação dos níveis de PSA – são fundamentais quando o homem chega à chamada “idade da próstata” pois permitem detectar precocemente e garantir que o tratamento é efectuado atempadamente, evitando o desenvolvimento de situações mais graves.

 

Os números

Eis o retrato das doenças da próstata em números da Associação Portuguesa de Urologia e do Portal de Oncologia Portuguesa:

• 4.000 é o número aproximado de casos novos de cancro da próstata que surgem por ano em Portugal;

• 1.800 é o número de mortes anuais causadas pelo cancro da próstata em Portugal;

• 1 em 6 é o número estimado de homens que terá diagnóstico de cancro da próstata ao longo da vida;

• 1 em 35 é o número estimado de homens que virá a morrer em consequência da doença;

• 100% é a taxa estimada de sobrevivência cinco anos após diagnóstico;

• 93% é a taxa estimada de sobrevivência aos 10 anos após diagnóstico;

• 75% é a taxa estimada aos 15 anos após diagnóstico.

FARMÁCIA SAÚDE – ANF

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