Próstata sem receios…
Aliás, entre a prostatite e os problemas urinários há outras pontes: é que uma inflamação pode fazer aumentar a dimensão da próstata, comprimindo a uretra e dificultando a passagem da urina, aumentando, por isso, a retenção urinária, podendo favorecer o aparecimento de infecções. Tanto pode acontecer que a prostatite evolua praticamente sem se notarem os sintomas, como as queixas podem ser tão súbitas e severas que obriguem a procurar ajuda médica urgente.
De qualquer das formas, tem tratamento, que é definido em função da causa.
Outra das doenças da próstata é a hiperplasia ou hipertrofia benigna. Trata-se de um aumento benigno do volume da próstata, que resulta na compressão da uretra: daí que o homem tenha dificuldade em iniciar a micção e que ela se dê num jacto mais fino, fraco e curto, sendo por vezes interrompida ou terminando num gotejo que evidencia um esforço suplementar.
Sendo a bexiga um reservatório, com um músculo cuja função é fazer sair a urina, à medida que se instala a obstrução esse músculo vai-se tornando mais forte, de modo a vencer a resistência causada pela próstata aumentada. É então provável que surjam outros sintomas – aumento da frequência urinária, sobretudo nocturna, e urgência em urinar. A partir de certa altura, o músculo da bexiga pode deixar de cumprir a sua função: a urina não é expelida na totalidade, podendo dar origem a incontinência. Os medicamentos são a alternativa de tratamento mais habitual para a hiperplasia benigna da próstata mas, em situações mais graves, poderá ser necessário recorrer a uma algália ou mesmo a cirurgia.
Devem igualmente tomar-se medidas que aliviem a congestão pélvica e que podem prevenir as complicações – evitar estar muito tempo sentado, nomeadamente em viagens prolongadas, evitar contrariar o esvaziamento da bexiga, evitar as alterações do trânsito intestinal e o abuso de certos alimentos e bebidas, como os condimentos, o café e o álcool.
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Cancro, atenção aos sinais
Das doenças da próstata, o cancro é a mais grave. E, para muitos doentes, o diagnóstico chega mesmo numa fase já avançada da doença, não só porque muitos homens resistem a fazer o rastreio, mas também porque este tipo de tumor nem sempre causa sintomas.
Quando há sintomas, estes são bastante semelhantes aos da hiperplasia benigna da próstata com dor na região pélvica, urgência em urinar, dificuldade em iniciar a micção, um fluxo intermitente de urina, sensação de que a bexiga não se esvazia.
Em fases mais avançadas da doença pode aparecer também sangue na urina, ejaculações dolorosas, perda de apetite e de peso, além de dores persistentes nos ossos, quando já existem metástases ósseas.
Estes sinais não significam necessariamente que o homem sofre de cancro da próstata: no entanto, é preciso dar-lhes atenção e consultar um médico se se manifestarem.
A idade é um factor de risco, com as probabilidades de se desenvolver cancro da próstata a aumentarem significativamente após os 50 anos.
Antecedentes familiares também pesam nesta balança. O cancro da próstata tem tratamento, estando disponíveis várias alternativas entre radioterapia, quimioterapia, hormonoterapia e cirurgia. A decisão médica pode ir também no sentido de se manter em observação a evolução do tumor, mas tudo depende do estado em que se encontra. Nesta doença, como noutras, cada caso é um caso.

