Prof. Castanheira Dinis: “Ver bem pode não significar saúde visual”
Definimos, num programa até 2010, grupos etários distintos, alvos de doença que valem a pena ser considerados porque, em oftalmologia, a melhor prevenção é o diagnóstico precoce. É o caso do glaucoma.
O Programa apresenta ainda estratégias de intervenção sobre as doenças, estratégias de formação a todas as pessoas, incluindo a população em geral e a equipa de saúde e estratégias de colheita e análise da informação para que nos apercebamos dos ganhos em saúde.
Existem sintomas chave que devem levar o indivíduo a consultar rapidamente o oftalmologista?
Há certas situações que são agudas como a perda súbita de visão. Se subitamente aparecer uma sombra negra no campo de visão é mandatório que seja feita uma observação imediata, num serviço de urgência. Tudo o que esteja relacionado com alterações do campo visual é obrigatório que seja consultado.
Outra situação é o aparecimento de uma dor intensa e continuada nos olhos. O “olho vermelho” repentino também justifica uma avaliação médica. Com ainda maior urgência é o aparecimento do “olho vermelho” doloroso e do “olho vermelho” doloroso com baixa de visão. Todas estas situações devem, naturalmente, justificar uma ida rápida a um serviço de urgência.
Contudo, qualquer pessoa deve ir ao oftalmologista periodicamente, mesmo que não sinta sinais de alerta, até porque ver bem pode não significar saúde visual. A prevenção de algumas doenças é feita através do diagnóstico precoce e este implica que a pessoa seja observada pelo oftalmologista.
Instituto de Oftalmologia Dr. Gama Pinto
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Jornal do Centro de Saúde
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