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Piercing oral um risco para a Saúde Dentária

4 Outubro, 2007 0

O piercing oral surgiu há cerca de cinco mil anos, ligado a rituais espirituais tribais. Hoje em dia tornou-se “moda” entre os jovens, sobretudo adolescentes dos países industrializados, fenómeno a que os jovens portugueses não ficaram alheios.

Um destes tipos de piercings que ganhou especial adesão nos últimos tempos foi o piercing oral na língua, lábios, face ou até mesmo úvula (vulgo “campainha”).

Com um período aproximado de cicatrização de catorze dias, os piercings orais devem ser alvo de cuidados especiais, tal como retirar o piercing três vezes ao dia aquando da escovagem após a refeição com uma escova nova e macia, lavar em solução de clorexidina e bochechar com soluções anti-sépticas.

Deve evitar fumar, mastigar pastilhas, beber café ou bebidas alcoólicas, bem como brincar com o piercing. É recomendada a sua remoção para comer e dormir.

Ao fazer um piercing oral incorre em possíveis riscos como, infecções, durante ou após a sua colocação, podendo desenvolver celulite (uma infecção bacteriana disseminada na pele), calafrios, febre e aumento dos gânglios linfáticos ou até abcesso; hemorragias; transmissão de doenças (Hepatite B e C, SIDA, tétano e tuberculose); endocardite, porque ao colocar o piercing cria-se oportunidade para que as bactérias entrem na circulação sanguínea; por último, lesões dos dentes e gengivas, sendo os problemas mais comuns dentes fracturados ou lascados, gengivas inflamadas, irritadas ou recessão gengival, e mucosas feridas.

O Dr. Rui Pereira da Costa, médico dentista especialista em endodontia, alerta para a necessidade de tomada de consciência dos riscos envolvidos e cuidados de higiene oral necessários para este tipo de adorno, referindo que vários têm sido os casos de pessoas com fractura das coroas dos pré-molares, molares e incisivos.

As fracturas dentárias surgem ao comer, dormir, falar ou simplesmente pelo hábito de morder o piercing. De cada vez que engole, o piercing atinge os dentes, causando irritação. As fracturas dentárias resultantes podem ficar confinadas ao esmalte, mas podem ser mais profundas, obrigando eventualmente à realização de tratamento endodôntico (desvitalização).

Felizmente, por via das mais avançadas técnicas e tecnologias, é hoje possível atingir uma elevada taxa de sucesso na reabilitação dos dentes traumatizados.

Consulte o site www.RPCendo.com para mais informações.

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